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Título: Protocolo de actuação na dor torácica : tempos de demora intra-hospitalar nos casos de dor torácica e de enfarte agudo do miocárdio
Autor: Patrão, Luís Manuel Ribau da Costa
Palavras-chave: Dor torácica
Enfarte agudo do miocárdio
Síndrome coronário agudo
Dor torácica - Sistema de triagem de Manchester
Data de Defesa: Mai-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução Na União Europeia as doenças cardiovasculares são responsáveis por 23% da morbilidade, sendo as doenças coronárias a principal causa de morte. Nesse sentido, várias guidelines preconizam que a rapidez na avaliação e orientação dos doentes que se apresentam com dor torácica (DT), no serviço de urgência, melhora o seu prognóstico e fixam como alvo do tempo da porta ao ECG (T.ECG) 10 minutos. Este foi estudado na Urgência Geral do Centro Hospitalar Cova da Beira (UGCHCB), bem como a prioridade atribuída pelo Sistema de Triagem de Manchester (STM) aos doentes com DT. Também se estudou o fluxograma e a prioridade atribuídos pelo STM aos doentes cujo diagnóstico de alta foi enfarte agudo do miocárdio (EAM). Materiais e métodos Este estudo foi transversal e exploratório. Durante os primeiros três meses de 2008 foram registados 755 episódios de DT de prioridade emergente, muito urgente ou urgente na UGCHCB referentes a utentes com mais de 17 anos. Foram estudadas as seguintes variáveis: sexo, idade, prioridade, tempo da triagem à observação médica e tempo da prescrição à execução do electrocardiograma (ECG), entre outras. Em relação aos episódios com o diagnóstico de alta de EAM, durante o mesmo período (n=11), foram estudadas as seguintes variáveis: idade, sexo, fluxograma e prioridade na admissão à UGCHCB e T.ECG. Os dados foram recolhidos através da base de dados do Alert® ER e a análise estatística foi feita com o SPSS Statistics 17.0® para Windows®. Resultados A idade média dos 755 episódios estudados foi 58,30 anos e 52,7% eram referentes a mulheres; 83,4% foram triados como DT urgente. Em 217 episódios não foi executado nenhum procedimento. Os doentes dos episódios urgentes eram mais novos (57,67 vs 61,48 anos, p=0,020). O tempo médio da primeira triagem à primeira observação médica foram 20m40s, sendo maior nos episódios urgentes (p<0,001). O tempo médio da prescrição à execução do ECG foram 14m41s, sendo maior nos episódios urgentes (p<0,001). O fluxograma da maior parte dos doentes com EAM (n=7) não foi DT. Conclusão Os casos muito urgentes e emergentes foram alvo de um tratamento mais rápido que os urgentes mas ainda persiste uma demora excessiva, em relação às recomendações, no que toca ao T.ECG na DT. Consequentemente, foi desenvolvido um protocolo de abordagem ao EAM que inclui recomendações para os casos de DT, ainda que a maioria dos casos de EAM não se apresente com o fluxograma DT.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1005
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