Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1016
Título: Prevalência de fibromialgia no concelho da Covilhã
Autor: Runa, Daniela de Carvalho
Orientador: Inês, Luís de Sousa
Palavras-chave: Fibromialgia
Fibromialgia - Fadiga
Fibromialgia - Diagnóstico
Fibromialgia - Aspectos socioculturais - Factores de risco
Data de Defesa: Jun-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A fibromialgia é uma síndrome clínica de etiologia desconhecida, caracterizada por dor generalizada crónica, fadiga crónica e distúrbios do sono. Causa um importante impacto negativo na qualidade de vida do indivíduo, o que por si só, cria a necessidade de aumentar o conhecimento acerca desta patologia. É uma situação clínica frequente, mas a sua prevalência é desconhecida. O objectivo deste estudo é estimar a prevalência de fibromialgia no concelho da Covilhã, e relacionar a mesma com variáveis socioculturais, de modo a identificar possíveis factores de risco da doença. Métodos: De Fevereiro a Abril de 2011, a versão portuguesa do London Fibromyalgia Epidemiology Study Questionnaire (LFESSQ) foi distribuída a uma amostra de conveniência de 850 utentes de cuidados de saúde primários. Para o questionário ser considerado válido todos os campos tinham que estar necessariamente preenchidos e o inquirido apresentar idade superior a 18 anos. Os utentes foram considerados como casos positivos se, de acordo com os critérios definidos do LFESSQ: (1) preenchessem somente os quatro critérios de dor (Q-4), ou (2) preenchessem ambos os quatro critérios de dor e os dois critérios de fadiga (Q-6). A prevalência de fibromialgia na amostra foi estimada aplicando o valor preditivo positivo do LFESSQ definido previamente em Portugal para este questionário. Resultados: Dos 850 questionários distribuídos, 785 consideraram-se válidos. Foram identificados na amostra 26,6% de utentes que preencheram os requisitos de dor (Q-4) e 17,1% de dor e fadiga (Q-6). A estimativa de prevalência total de fibromialgia com os critérios Q-4 e Q-6 foi de 7,71% (IC 95%: 5,85 a 9,58) e 6,16% (IC 95%: 4,74 a 7,84), respectivamente. Verificou-se uma maior prevalência com o aumento da idade em ambos os critérios, e no sexo feminino (Q-4: 8,49% e Q-6: 6,88%) comparativamente ao sexo masculino (Q-4: 5,86% e Q-6: 4,43%). As categorias sociodemográficas (estado civil, residência, nível educacional e profissão) não revelaram estar relacionadas com a probabilidade de apresentar fibromialgia. Conclusões: Nesta amostra de utentes de cuidados de saúde primários a prevalência estimada de fibromialgia foi significativa (4,74%-9,58%), manifestando associação com as variáveis sexo feminino e envelhecimento.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1016
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