Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1020
Título: Relação entre a alpha-fetoproteína, doença hepática crónica e carcinoma hepatocelular, e estudo imagiológico tumoral
Autor: Romão, Ana Margarida Mendes
Palavras-chave: Carcinoma hepatocelular - Tratamento
Carcinoma hepatocelular - Alpha-fetoproteína
Doença hepática crónica - Tratamento
Doença hepática crónica - Alpha-fetoproteína
Data de Defesa: Jun-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: As doenças do aparelho gastrointestinal estão entre as mais frequentes, a nível mundial. Segundo o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos da América, a incidência de tumores gastrointestinais é muito elevada (105,3 casos por 100.000 habitantes), sendo este aparelho apenas superado pelos tumores no sistema genital masculino (151,6 casos por 100.000 habitantes), para o ano de 2004. (1) O carcinoma hepatocelular é o tumor maligno primário do fígado mais comum e um dos tumores mais comuns no mundo; é o quinto tumor mais frequente nos homens e o oitavo mais frequente nas mulheres, residindo em quarto em relação às taxas de mortalidade anuais por cancro. Tem uma clara distribuição geográfica, relacionada com a incidência da infecção pelo vírus da hepatite B. Este tumor atinge mais frequentemente os homens, sendo esta predisposição mais óbvia em populações de alto risco (razão homem-mulher, 3.7:1.0) do que em populações de risco baixo ou intermédio (razão homem-mulher, 2.4:1.0). (2) A cirrose é o resultado final irreversível de contínuas agressões hepáticas, de natureza e causa diversas, que tiveram, na maioria das vezes curso crónico; é marcada por alterações degenerativas hepatocelulares e inflamatórias, com a formação de fibrose e septos. Em Portugal é maioritariamente causada pela ingestão contínua e crónica de álcool. Na sua verdadeira essência, há uma transformação nodular do parênquima, com alterações vasculares. (3) A alpha-fetoproteína é normalmente formada por células hepáticas imaturas no feto; ao nascimento as crianças têm níveis relativamente altos desta proteína, que caem para níveis normais do adulto (inferior a 10 ng/ml), pelo primeiro ano de vida. Em adultos, níveis elevados (superior a 500 ng/ml) são vistos em casos de carcinoma hepatocelular, tumores das células germinativas (testículos e ovários) e metástases hepáticas. Com este trabalho de investigação, pretendeu-se relacionar e avaliar o valor de alpha-fetoproteína circulante com o tamanho tumoral exibido imagiologicamente (ecografia, tomografia computorizada ou ressonância magnética nuclear hepáticas), no momento do diagnóstico; pretendeu-se ainda demonstrar que a estrutura da alpha-fetoproteína circulante em pacientes com hepatocarcinoma é diferente daquela encontrada em pacientes com doença hepática crónica. Os principais objectivos foram 1) avaliar o valor da alpha-fetoproteína circulante em doentes com carcinoma hepatocelular, na região, 2) relacionar o valor de alpha-fetoproteína circulante com o tamanho tumoral visualizado imagiologicamente no momento do diagnóstico e 3) avaliar se a alpha-fetoproteína circulante nos doentes com carcinoma hepatocelular, possui percentagens superiores de determinadas fracções (AFP L3 e AFP P4+P5) em relação aos doentes com doença hepática crónica sem carcinoma hepatocelular. Pretendeu-se ainda fazer uma breve revisão teórica sobre estas patologias. Para isso, efectuou-se uma pesquisa electrónica no PubMed, Medline, Medscape, Google Scholar e Cochrane, tendo-se seleccionado alguns artigos para a elaboração desta tese. Foi ainda feita uma pesquisa bibliográfica nos principais livros da especialidade. Após análise destes, observou-se que a alpha-fetoproteína está elevada em cerca de 75% dos doentes com carcinoma hepatocelular. (2) Pretendeu-se fazer uma análise qualitativa da alpha-fetoproteína, de modo que fosse possível predizer qual destas patologias se iria desenvolver, podendo actuar precocemente, antes do completo desenvolvimento destas.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1020
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