Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1064
Título: Efeitos do stresse crónico sobre a estrutura dos neurónios piramidais da amígdala basolateral
Autor: Lima, Catarina Raposo de Oliveira
Palavras-chave: Stresse
Stresse crónico
Neurónios piramidais - Amígdala basolateral
Morfologia dendrítica
Plasticidade sináptica
Data de Defesa: Mai-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: Hoje em dia o ser humano é frequentemente confrontado com situações stressantes, que ao longo do tempo podem contribuir para o aparecimento de estados patológicos. A influência do stresse sobre o comportamento e as estruturas cerebrais tem sido extensivamente estudada, mas ainda não existe consenso sobre a forma como este actua sobre a amígdala, um componente essencial dos circuitos que medeiam a resposta ao stresse. Assim, o presente estudo procurou avaliar o impacto do stresse crónico sobre a morfologia e plasticidade sinápticas dos neurónios piramidais do núcleo basolateral da amígdala. Métodos: Foi utilizado um modelo de stresse crónico imprevisível, a que foi exposto um grupo de ratos durante 28 dias, e avaliados diferentes parâmetros morfológicos da árvore dendrítica (comprimento dendrítico, número de dendrites basais, número de ramificações, intersecções e comprimento da dendrite apical) e da plasticidade sináptica (densidade total e por tipo de espinha). Resultados: O paradigma de stresse utilizado induziu uma diminuição da densidade total e por tipo de espinha ao nível dos segmentos dendríticos distais, o que representa uma diminuição dos contactos sinápticos distais. Ao nível proximal deu-se apenas uma redução da densidade de espinhas do tipo thick. Relativamente aos aspectos morfológicos, verificou-se uma reestruturação das dendrites apicais em resposta ao stresse, não acompanhada por quaisquer outras modificações estruturais. Discussão/Conclusão: Os dados obtidos sugerem que a amígdala é uma estrutura relativamente resistente aos efeitos do modelo de stresse utilizado, registando-se apenas um efeito significativo sobre os mecanismos de plasticidade sináptica e uma ligeira reestruturação dendrítica apical. Estes resultados contrastam com os obtidos com outros paradigmas de stresse, nomeadamente o de stresse crónico de imobilização. No entanto, a tradução comportamental destes efeitos não foi analisada neste estudo, pelo que se abrem novas linhas de investigação no sentido de compreender o real impacto dos efeitos estruturais do stresse sobre as acções dos organismos vivos.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1064
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