Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1070
Título: Uso de terapias complementares, alternativas no controlo da dor crónica na região da Beira Interior
Autor: Cardoso, Telma Joana Bernardino
Palavras-chave: Dor crónica - Terapias complementares
Dor crónica - Terapias alternativas
Dor crónica - Epidemiologia
Consulta de dor
Data de Defesa: Mai-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: 4 em cada 10 portugueses sofrem de dor crónica. Trata-se de uma calamidade, quando a este número associamos um conjunto de alterações físicas, psicológicas, emocionais e económicas que acrescentam imenso ao já demasiado peso da dor do doente. Nas últimas décadas tem-se assistido a uma crescente utilização de terapias complementares/alternativas (TC/A), nomeadamente no que concerne ao alívio da dor. Objectivos: Estimar a prevalência de dor crónica na região da Beira Interior e avaliar a frequência de uso de TC/A nos doentes com dor crónica na mesma região. Metodologia: Estudo transversal, descritivo e analítico. Foram elaborados questionários telefónicos aos habitantes da Beira Interior, com telefone fixo, seleccionados de forma aleatória e recolhidos dados referentes aos utentes inscritos nas consultas de dor da mesma região (CHCB, HAL e HSM), através do registo da mesma consulta. Os dados foram tratados com recurso ao software Statistical Package for Social Sciences® (SPSS - versão 19.0 para Windows) e ao Microsoft Excel ®, considerando-se significativos para p < 0,05. Resultados: A prevalência de dor crónica na região da Beira Interior é de 57%, sendo que as queixas mais frequentes são a lombalgia com ou sem ciatalgia, as dores poliarticulares inespecíficas e as dores dos membros inferiores. A frequência de uso de TC/A nesta população é de 46,3%, todavia apenas 59,4% destes usuários foram referenciados pelo seu médico assistente. Por sua vez, a frequência de uso de TC/A nas consultas de dor que abrangem a mesma região (CHCB, HAL e HSM) varia num intervalo de 21,7% - 56,0%, sendo a fisioterapia e a acupunctura as terapias mais prescritas. As características sociodemográficas preditoras do uso de TC/A são, maioritariamente, mulheres, jovens e maior grau de escolaridade. As variáveis associadas significativamente a melhorias clínicas são como terapias: a fisioterapia, a acupunctura e a massagem; como patologias: a lombalgia com ou sem ciatalgia, a deformação da coluna vertebral, “outras patologias”, a dor do membro fantasma; a fibromialgia e a dor oncológica; como dado sociodemográfico: a maior escolaridade. A referenciação não demonstrou ser um factor preditor de melhoria clínica. Conclusão: Com esta investigação comprovamos a elevada prevalência da dor crónica, bem como o uso considerável de TC/A pela população da Beira Interior, com melhorias significativas. Iniciando-se, desta forma, uma proximidade ao termo Medicina Integrativa.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1070
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