Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1092
Título: Avaliação da adesão à terapêutica farmacológica com antineoplásicos orais
Autor: Batista, Eliana Marisa Marques
Palavras-chave: Cancro
Cancro - Terapêutica farmacológica - Avaliação
Cancro - Antineoplásicos orais
Doente oncológico - Adesão à medicação
Data de Defesa: Jun-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A presente dissertação encontra-se dividida em dois capítulos. O primeiro capítulo diz respeito à investigação desenvolvida no âmbito do estudo da adesão a antineoplásicos orais em doentes oncológicos. O aumento constante na disponibilidade e uso de antineoplásicos orais (AO), levantaram preocupações acerca da adesão às terapêuticas prescritas em oncologia. Fatores relacionados com a demografia, doença ou terapia estão entre os determinantes que mais influenciam a adesão à medicação. O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de adesão aos AO e analisar alguns fatores potencialmente associados com a (não-)adesão em doentes da Região Centro de Portugal. Dados médicos de doentes oncológicos adultos que adquiriram AO nos serviços farmacêuticos do Centro Hospitalar Cova da Beira, durante 20 meses (de janeiro de 2011 a agosto 2012), foram retrospetivamente analisados. Os doentes foram considerados aderentes quando adquiriram 90%-110% dos comprimidos/cápsulas prescritos durante o período em estudo. A influência das variáveis demográficas (idade, sexo), patologia oncológica/AO e tempo de tratamento com AO foi examinado. Um total de 225 doentes oncológicos (54,2% do sexo masculino e 45,8% do sexo feminino) prescritos com AO foram incluídos na análise estatística. A taxa de adesão global aos AO foi de 95,1±10,4%, sendo 76,9% dos doentes considerados aderentes à medicação. A adesão à terapêutica foi significativamente maior nas mulheres do que nos homens (86,4% versus 68,9%, p=0,002; OR=2,88; IC 95%, 1,45-5,58). Por conseguinte, a adesão dos doentes com cancro da mama foi também significativamente maior comparativamente a doentes com cancro da próstata (86,7% versus 63,3%, p<0,001; OR=3,76; IC 95% 1,70-8,31). Além disso, o sexo feminino [mediana=72,0 anos (IIQ 54,3-81,0)] apresentou uma idade significativamente menor (P≤0,001) do que o sexo masculino [mediana=78,0 anos (IIQ 73,0–82,0)]. O tempo de tratamento com AO não diferiu significativamente nos doentes aderentes e não aderentes (mediana, 455 versus 389 dias, respetivamente; p=0,972). Esforços futuros devem ser focados na melhoria da previsão da adesão aos AO e no desenvolvimento de intervenções para promover a adesão, especialmente em doentes mais idosos com cancro da próstata. O segundo capítulo descreve as competências adquiridas durante o estágio realizado em farmácia comunitária. O referido estágio decorreu na Farmácia Moderna e teve como objetivo o enriquecimento dos conhecimentos adquiridos durante a formação académica e o contacto com a realidade da profissão farmacêutica.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1092
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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