Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1094
Título: Epidemiologia do trauma na Beira Interior
Autor: Pires, Ana Catarina Fernandes
Palavras-chave: Traumatologia
Trauma - Politraumatizado
Trauma - Acidente
Trauma - Co-morbidade
Trauma - Aspectos sociodemográficos
Data de Defesa: Mai-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: O Trauma é um dos problemas de maior magnitude das sociedades industrializadas, causando forte impacto na morbilidade e mortalidade das faixas etárias socialmente activas. É uma patologia de elevada prevalência a nível mundial, na qual a prevenção eficaz e o tratamento adequado são indispensáveis para redução da morbilidade e mortalidade. Este estudo tem como principal objectivo analisar e descrever a distribuição, incidência e prevalência de episódios de Trauma Grave na Beira Interior, durante o período de um ano, avaliando características demográficas da população, principais tipos de ocorrência, tempos de demora média atendimento hospitalar e os resultados decorridos da situação traumática. Para a sua realização, foram analisados retrospectivamente todos os acidentes traumáticos decorridos no Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) com critérios de Trauma Grave. Foram recolhidos, através dos registos clínicos informáticos, dados sociodemográficos da população, do acidente, registos de entrada e alta hospitalar. Após a recolha, os dados foram tratados de forma a obter uma análise estatística descritiva da amostra populacional para estabelecer a relação entre cada variável. Quanto aos resultados verificou-se uma maior percentagem de indivíduos do sexo masculino a sofrer de acidentes traumáticos, ocorrendo a maioria na faixa etária activa. Os pacientes tinham maioritariamente uma proveniência rural, sendo na maior proporção casados. Os tipos de trauma mais prevalentes são o acidente de viação e de trabalho. Verifica-se uma grande incidência de Traumatismos Crânio-encefálicos (TCE) independentemente do mecanismo do trauma, sendo a cabeça a zona do corpo mais frequentemente lesada. No que toca aos tempos de demora média para atendimento no Serviço de Urgência (SU) a média é de 7.4minutos, 4.1horas para a demora no SU e 5.78dias para a alta hospitalar. Os exames auxiliares mais requisitados foram as análises laboratoriais e exames imagiológicos. Cerca de 16.5% dos utentes encontravam-se sob a influência de substâncias psicotrópicas, 11% apresentavam co-morbilidades pregressas. Os dias da semana com maior ocorrência de traumas foram Sexta, Segunda, Terça-feira e Domingo, principalmente entre as 10 e as 20 horas. Os meses do ano com mais registos foram Junho, Setembro, Outubro e Novembro. Apurou-se que a maioria dos utentes recorriam ao Serviço de Urgência a partir do exterior, ou seja, sem meio de socorro diferenciado ou sendo este desconhecido, não se podendo inferir sobre a actuação das equipas de socorro. Quanto às transferências hospitalares, estas decorreram essencialmente devido à não existência da especialidade médica requisitada, na maioria para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). Os internamentos no CHCB decorreram maioritariamente para Cirurgia e Ortopedia. Conclui-se que existem variações regionais na realidade do trauma a nível nacional, pela distância a centros diferenciados de socorro, ficando prejudicados os pacientes a uma maior distância. Pertencer ao género masculino é preditivo de pior prognóstico. A população activa encontra-se sujeita a risco acrescido de Trauma.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1094
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