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Título: Adesão terapêutica numa população diabética atendida na Unidade de Diabetes do Hospital Amato Lusitano em Castelo Branco
Autor: Salvado, Nina Andreia Almeida
Palavras-chave: Diabetes mellitus - Doença crónica
Diabetes mellitus - Adesão terapêutica - Avaliação
Data de Defesa: Mai-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: Desde 1960 que se verifica um envelhecimento progressivo da população mundial - uma realidade que trouxe algumas mudanças epidemiológicas. As doenças crónicas, nomeadamente a Diabetes Mellitus, tomaram o lugar das doenças agudas, outrora as maiores causadoras de morbilidade e mortalidade, nos desafios mais importantes dos sistemas de saúde atuais. Neste contexto, é indiscutível a importância das modificações no estilo de vida, do uso de tratamentos farmacológicos eficazes e da boa adesão à terapêutica prescrita, na gestão melhorada destas doenças e, consequentemente na redução dos gastos públicos. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo verificar a adesão terapêutica dos utentes inscritos na Unidade de Diabetes do Serviço de Medicina Interna do Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco. Materiais e Métodos: A recolha dos dados foi realizada em doentes com DM que compareceram à Consulta de Diabetologia no período compreendido entre o mês de Janeiro e Maio de 2012. Obtivemos, através de um questionário estruturado para a caracterização sociodemográfica, os seguintes parâmetros: sexo, idade, residência, autonomia, estado civil, agregado familiar, estatuto socioeconómico, habilitações, ocupação, consumo de tabaco e álcool e o uso de medicação crónica. Para avaliar a adesão terapêutica foi aplicada a Escala de Morisky e feitas algumas questões acerca das possíveis razões que os utentes apontam para a não adesão ao tratamento. A análise estatística dos dados foi efetuada recorrendo aos programas Microsoft Excel® e Software Package for Social Sciences (SPSS®) versão 19.0. De modo a analisar possíveis relações estatisticamente significativas entre as variáveis em estudo, foram feitas tabulações cruzadas e utilizado o teste do Qui-Quadrado de Pearson (2) e a Correlação de Pearson (Pearson’s R). Resultados: Este estudo inclui 204 indivíduos, 105 do sexo masculino e 98 do sexo feminino, com uma idade média de 60,61 anos. A maioria dos indivíduos reside em Castelo Branco, cerca de 67,2% vivem com o cônjuge e 8,3% são dependentes de um cuidador. No que diz respeito à ocupação 58,8% estão reformados e 12,7% trabalham por conta de outrem. A grande maioria dos indivíduos afirmam pertencer à classe média e apenas 1 à classe alta. Relativamente às habilitações literárias, 54,4% completaram o ensino primário, e 12 indivíduos são analfabetos. No que concerne a hábitos tabágicos e alcoólicos a grande maioria nega qualquer consumo. De todos os inquiridos, 55,4% fazem mais do que cinco tomas de medicação diária. No que diz respeito à avaliação do nível de adesão pela Escala de Morisky verificou-se que os inquiridos responderam negativamente às quatro questões de forma preponderante. Conclusões: Este estudo transversal retrospetivo revelou uma elevada adesão terapêutica de 60,3%. O motivo principal apontado para a não adesão terapêutica foi o esquecimento. À semelhança da literatura internacional a grande maioria dos diabéticos faz mais de cinco fármacos diariamente.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1109
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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