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Título: Prevalência de infecção genital em mulheres com diagnóstico de infertilidade no CHCB : qual o agente mais comum?
Autor: Castelo, Juliana de Sá
Palavras-chave: Infecção genital
Infecção genital - Infertilidade
Candida
Ureaplasma urealyticum
Chlamydia trachomatis
Data de Defesa: Mai-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Na área da reprodução, a importância das infecções genitais surge pela sua influência evitável no desenvolvimento de infertilidade. Infecções genitais têm potencial para alterar a cérvice e o muco cervical dificultando a passagem dos espermatozóides, e para causar doença inflamatória pélvica e consequente oclusão tubária, sendo esta um dos principais factores de infertilidade. A eficácia de técnicas de Procriação Medicamente Assistida é alterada na presença de infecções genitais. Adicionalmente, a sua propagação ascendente para o útero gravídico provoca infecção e inflamação da decídua e dos anexos embrionários sendo a causa de abortos espontâneos recorrentes. O maior foco de interesse científico incide sobre infecções de etiologia sexualmente transmissível (como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis) e as espécies Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum. Bactérias associadas a Vaginose Bacteriana, Streptococcus agalactiae, e espécies Candida foram também identificadas em mulheres com infertilidade. Este estudo retrospectivo visa calcular a prevalência de agentes infecciosos genitais em mulheres com tempo de infertilidade igual ou superior a doze meses (n=190) seguidas na Unidade de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar Cova da Beira, no período de Agosto de 2009 a Agosto de 2011. Como rotina da Unidade, realizou-se a colheita de amostras vaginais e endocervicais para pesquisar Trichomonas vaginalis, espécies Ureaplasma e Mycoplasma hominis via teste “MycoView”®, Chlamydia trachomatis via teste “QuickVue”®, e outras espécies via cultura em meios específicos. Das mulheres estudadas, 42,63% apresentam infecção genital. O agente mais prevalente é o Ureaplasma urealyticum, numa percentagem (29,47%) superior à detectada noutros estudos. Candida spp. foi o segundo agente com maior prevalência(15,26%), e a pesquisa de Chlamydia trachomatis foi positiva em apenas uma mulher. Nenhuma das mulheres estudadas apresentava infecção por Neisseria gonorrhoeae nem Trichomonas vaginalis. É recomendável a aplicação dos métodos mais sensíveis e específicos disponíveis para rastreio de infecções genitais, promovendo uma prevenção eficaz de problemas de subfertilidade e de complicações após procedimentos invasivos e contribuindo para o sucesso da actuação da Unidade de Medicina da Reprodução.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1151
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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