Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1162
Título: Degenerescência macular relacionada com a idade
Autor: Rêgo, Sara Margarida Sousa de Faria
Palavras-chave: Degenerescência macular
Degenerescência macular - Idade
Degenerescência macular - Envelhecimento
Degenerescência macular - Retinopatia diabética
Degenerescência macular - Factores de risco
Degenerescência macular - Diagnóstico
Degenerescência macular - Tratamento
Data de Defesa: Jun-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A degenerescência macular relacionada com a idade é uma debilitante doença degenerativa da retina, de evolução crónica, que se manifesta clinicamente após os 50 anos de idade. Atinge a região central da retina, a mácula, responsável pela visão precisa [1]. A degenerescência macular relacionada com a idade é a principal causa de perda visual nos países industrializados e a terceira causa global de cegueira. Representa, portanto, um importante problema de saúde pública uma vez que a população está cada vez mais envelhecida e que a qualidade de vida dos idosos é uma preocupação central dos médicos e do governo [1]. A sua prevalência aumenta com a idade, ocorrendo em 14.4% das pessoas com idades compreendidas entre os 55 e os 64 anos de idade, 19.4% dos 65 aos 74 anos e 36.8% acima dos 75 anos de idade [2]. Desenvolve-se em duas fases: uma precoce (degenerescência macular relacionada com a idade precoce), representada por drusas moles e alterações pigmentares maculares, e uma tardia (degenerescência macular relacionada com a idade tardia) que compreende duas formas, uma atrófica e uma forma exsudativa, representada, ao nível do fundo ocular, por descolamentos serosos do epitélio pigmentado, neovascularização coroideia, ou cicatrizes maculares disciformes. A forma atrófica representa cerca de 80% dos casos e a forma exsudativa ocorre em aproximadamente 20% dos casos, apresentando, contudo, uma maior responsabilidade em termos de perda irreversível da visão (90% dos casos) [3]. Embora a patogénese exata da degenerescência macular não seja totalmente compreendida, o seu desenvolvimento tem sido atribuído a uma combinação de oxidação, inflamação e alterações patológicas relacionadas com a idade, que ocorrem em várias estruturas oculares. Estas estruturas incluem as células fotorrecetoras da retina, o epitélio pigmentado da retina, a membrana de Bruch e a coriocapilar [2]. Os fatores causais da degenerescência macular podem ser classificados em dois grupos: fatores causais primários e fatores causais secundários. Os fatores causais primários são o envelhecimento e a genética, enquanto os fatores causais secundários são os que agravam as lesões derivadas das causas primárias, como: doenças cardiovasculares, tabagismo, exposição à luz solar intensa. A patologia manifesta-se com a seguinte sintomatologia: baixa acuidade visual, visão distorcida (metamorfopsia), escotoma central. Recentemente, o arsenal diagnóstico e terapêutico desta patologia tem sido significativamente enriquecido. A angiografia fluoresceínica, essencial para o diagnóstico, o recurso à angiografia com indocianina verde e à tomografia de coerência ótica têm possibilitado o aumento dos conhecimentos sobre as formas clínicas da doença, sua evolução, estadiamento, tratamento e seguimento. No entanto, e apesar da sua elevada prevalência, não há um tratamento comprovado que evite o risco de progressão desta patologia. Em particular, não há tratamento para a forma atrófica. Relativamente à forma exsudativa, a fotocoagulação laser tem sido um tratamento aceite, apesar das suas limitações. Muitos outros tratamentos têm sido desenvolvidos, como a terapia fotodinâmica e a termoterapia transpupilar. A chegada dos anti-VEGFs revolucionou o tratamento desta patologia, sendo os resultados muito animadores [4]. Os tratamentos preventivos não estão ainda disponíveis, no entanto, as recomendações atuais sugerem que o uso de vitaminas antioxidantes ou de suplementos minerais têm um papel profilático no aparecimento da degenerescência macular relacionada com a idade. Assim, os pacientes devem ser encorajados a ter uma dieta rica em vitaminas C e E, zinco, luteína, zeaxantina e ácidos gordos ómega-3. Outras medidas importantes são evitar o excesso de peso, deixar de fumar, tratar a hipertensão arterial e proteger os olhos dos raios solares. Os pacientes devem ainda consultar regularmente o seu oftalmologista e vigiar a sua visão, recorrendo ao teste da grelha de Amsler. Sem tratamento, o curso clínico é, em todos os casos, crónico e conduz à perda irreversível da acuidade visual.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1162
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