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Título: Substituição percutânea da válvula aórtica (TAVI) em doentes com estenose aórtica : revisão bibliográfica e análise da casuística do CHVNG
Autor: Falcão, Gil
Palavras-chave: Estenose aórtica
Estenose aórtica - Tratamento percutâneo
Estenose aórtica - Cirurgia cardíaca
Estenose aórtica - Valvuloplastia
Data de Defesa: Out-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A estenose valvular aórtica (EA) representa uma redução da área de abertura sistólica da válvula aórtica, sendo a EA degenerativa relacionada com a idade, a etiologia mais comum em adultos. Este trabalho pretende estudar o capítulo da EA, nomeadamente o seu novo tratamento – Substituição percutânea da válvula aórtica (TAVI). A implantação da válvula aórtica por via percutânea é um procedimento emergente no tratamento dos doentes com EA severa, sendo uma possível alternativa ao tratamento cirúrgico. A evolução da técnica e dos materiais tem simplificado e generalizado a sua utilização. Métodos: Para elaborar a revisão bibliográfica, procedeu-se a uma análise e compilação de informação actualmente existente. Relativamente à análise da casuística do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia (C.H.V.N.G), para determinar o número de casos de EA tratados com a TAVI, procedeu-se à análise retrospectiva dos processos clínicos. Os dados recolhidos são referentes aos pacientes submetidos a este tipo de intervenção nas datas compreendidas entre 30 de Agosto de 2007 a 28 de Fevereiro de 2011. A selecção dos pacientes incluídos neste tratamento implicou alguns factores como: doente com EA grave (área <0,7cm²/ m²) sintomáticos e recusados para cirurgia de substituição valvular. Foi utilizado em todos eles o dispositivo CoreValve, uma prótese auto-expansível de pericárdio porcino, montada numa estrutura de nitinol e entregue num cateter. Resultados: Ecocardiograficamente, a maioria dos pacientes apresentaram gradientes médio e máximo de pressão Ventrículo Esquerdo - Aorta (VE-Ao) aumentados (53,2±12,7 mmHg e 88,8± 19,2 mmHg, respectivamente) e área média da válvula aórtica (AVA) diminuída (0,52±0,10 cm²). 59% apresentaram Insuficiência Mitral (IM) grau ≤ I e 41% grau II. Mais de 50% tinha Insuficiência Aórtica (IA) ≤I e 3% tinha uma IA de grau III. Vinte e sete apresentaram Hipertensão pulmonar (HTP) (designada por uma PSAP> 40mmHg). Após a TAVI, a AVA média aumentou para 1,63±0,23 cm² e os gradientes médio e máximo diminuíram para 18,5±4,5 mmHg e 21,36±10,1 mmHg, respectivamente. Dos 59 pacientes seguidos, 14 já faleceram, 42 permanecem vivos e os 3 restantes deixaram de ter qualquer contacto com o Hospital. Conclusão: Verificou-se que a aplicação da TAVI é maior no sexo feminino, sendo no entanto desejável a todos os pacientes com comorbilidades e factores que os impedem de seguir a via de tratamento comum – substituição cirúrgica da válvula aórtica (AVR). Pode ser então uma técnica eficaz na melhoria da qualidade de vida dos doentes com EA, sendo uma potencial alternativa válida em doentes com EA severa sintomática.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1176
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