Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1189
Título: Personalidade e sintomatologia depressiva na velhice: um estudo na cidade da Covilhã
Autor: Fazendeiro, Isabel Alexandra Ramos Duarte Mineiro
Palavras-chave: Velhice - Depressão
Velhice - Depressão - Factores de risco
Velhice - Personalidade
Envelhecimento
Data de Defesa: Out-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A depressão é um distúrbio muito frequente na velhice e os traços de personalidade encontram-se relacionados com a mesma. Para se compreender a depressão, não tanto do ponto de vista dos seus sintomas, mas do ponto de vista do seu funcionamento interno é incontornável tentar compreender como se articula com a personalidade. O principal objetivo do presente estudo consiste em avaliar a sintomatologia depressiva nos idosos e averiguar se existem diferenças significativas entre idosos com e sem sintomatologia depressiva em relação aos traços de personalidade de Neuroticismo, Abertura e Extroversão. Para tal, foi desenvolvido um estudo transversal. Foram utilizados os seguintes instrumentos: indicadores de Identificação Geral, Escala NEO FFI (Lima & Simões, 2000) e a Escala de Depressão Geriátrica (Pocinho, Farate, Lee £ Yesavage, 2009). Participaram no estudo, 226 indivíduos com idades compreendidas entre os 65 e os 96 anos, residentes nas quatro freguesias urbanas da cidade da Covilhã. Os resultados obtidos indicaram ausência de depressão em 158 indivíduos na amostra (74%). Constatou-se a existência de diferenças estatisticamente significativas ao nível do traço Neuroticismo nos três níveis de sintomatologia depressiva (F 2,205 = 97,610, p < 0,001), sendo o valor médio do traço Neuroticismo mais elevado para os que apresentam depressão moderada a grave (M= 34,63: DP=7,11) do que nos que apresentam depressão leve (M= 28,69: DP=6,99) e ausência de depressão (M= 16,73: DP=6,15). Verificaram-se, ainda, diferenças estatisticamente significativas ao nível do traço Extroversão nos três níveis de sintomatologia depressiva (F 2,209 = 33,035, p < 0,001), sendo o valor médio da Extroversão mais elevado para os que apresentam ausência de depressão (M= 31,77: DP=5,61) do que nos que apresentam depressão leve (M= 27,24: DP=6,37) e depressão moderada a grave (M= 20,75: DP=5,09). Os resultados indicam, ainda, diferenças estatisticamente significativas ao nível do traço Abertura à Experiencia nos três níveis de sintomatologia depressiva (F 2,205 = 3,707, p = 0,026), sendo o valor médio do traço Abertura à experiencia mais elevado para os que apresentam ausência de depressão (M= 25,33: DP=6,096) do que nos que apresentam depressão leve (M= 24,28: DP=6,065) e depressão moderada a grave (M= 21,13: DP=5,11). Neste sentido, os resultados sugerem que existem determinados traços de personalidade que podem tornar a pessoa mais vulnerável à sintomatologia depressiva na velhice.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1189
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