Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1192
Título: Avaliação do interesse da determinação do Ca 15.3 na prática clínica
Autor: Neves, Inês Amaral
Palavras-chave: CA 15.3
CA 15.3 - Marcadores tumorais
Cancro da mama
Patologias benignas
Patologias malignas
Data de Defesa: Mai-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: Em pacientes do sexo feminino com cancro da mama, o Ca 15.3 é amplamente pedido, sendo especialmente usado como indicador de prognóstico e no follow-up de doentes tratadas ou em tratamento. Objetivos: O objetivo principal desta investigação é conhecer em que situações tem sido pedido o Ca 15.3 no Centro Hospitalar Cova da Beira, no sentido de se tirarem conclusões de forma a melhorar a rentabilidade e a utilização deste marcador tumoral. Materiais e Métodos: Foram consultados 1704 processos correspondentes a todos os doentes a quem foi requisitada a determinação do Ca 15.3, entre os anos de 2007 e 2008 (período de 21 meses). Foi realizado o estudo das variáveis: sexo; idade; valor sérico do Ca 15.3 no primeiro registo; valores séricos dos marcadores CEA e Ca 125; resultados histológicos; diagnóstico principal atribuído a cada paciente e contextos em que foram pedidas as determinações do valor sérico do Ca 15.3. O estudo incluiu análise estatística descritiva e comparativa. Resultados: Foram observados 1704 casos num total de 2081 determinações do Ca 15.3. Foram pedidos 985 valores séricos, cuja média foi de 22,1 U/ml, e 708 valores séricos, cuja média foi de 29,15 U/ml, para o ambulatório e internamento, respetivamente. Dos 1704 casos analisados, 73% foram do sexo feminino e 27% do masculino; 9,6% foram de cancro da mama, cuja média foi de 37,43 U/ml; 6,9% de cancro do cólon-reto, cuja média foi de 20,94 U/ml; 2,6% de cancro gástrico, cuja média foi de 16,65 U/ml; 2,3% de cancro pulmonar, cuja média foi de 72,15 U/ml; 2,3% foram de cancro hepático, cuja média foi de 61,61 U/ml; 0,8% de cancro do endométrio, cuja média foi de 48,71 U/ml; 0,6% de cancro pancreático, cuja média foi de 42,13 U/ml; 0,6% de cancro da próstata, cuja média foi de 31,59 U/ml; 65% dos casos apresentou doença benigna, cuja média foi de 21,13U/ml e 9,15% realizaram biópsia que serviu de orientação para o diagnóstico. Quando o Ca 15.3 foi associado ao CEA e ao Ca 125, 43,4% dos casos apresentou valores normais. As médias dos valores séricos foram muito variáveis em função da idade dos grupos etários, destacando os grupos com idades mais elevadas. Conclusão: Os nossos resultados revelaram que o Ca 15.3 apresentou uma baixa sensibilidade e especificidade para o diagnóstico das várias patologias nas quais o marcador foi pedido muito frequentemente. Sugerimos, assim, que no Hospital Universitário da Cova da Beira este marcador só deve ser usado em conformidade com as recentes Guidelines.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1192
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