Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1340
Título: Pilot-model for oxidative post-competition recovery in swimmers
Autor: Crisóstomo, Luís Daniel Machado
Palavras-chave: Glutationa S-Transferases
Stress oxidativo - Treino desportivo
Espécies reactivas de oxigénio
Expressão génica
Data de Defesa: Jun-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: O treino desportivo com o objetivo de performance competitiva coloca os atletas sob um forte risco de desequilíbrio oxidativo, conhecido por stress oxidativo. A produção de radicais livres e espécies electrofílicas, como as Espécies Reativas de Oxigénio (ROS), são uma constante no metabolismo normal do organismo, no entanto, a maior taxa metabólica exigida pela demanda energética do exercício físico intenso, provocam uma produção de tais espécies a um nível superior às defesas antioxidantes disponíveis. Nesta situação de stress oxidativo, os radicais livres e ROS provocam danos a fulcrais estruturas e macromoléculas celulares, reagindo forte e rapidamente com estas, ameaçando a homeostasia celular. Para controlar a ação nefasta dessas agressões oxidativas, os organismos possuem mecanismos de defesas antioxidantes, podendo estas ser de origem endógena ou exógena. Entre as defesas antioxidantes endógenas encontram-se proteínas expressas pelas células, e cuja expressão pode ser influenciada pelo ambiente oxidativo celular, como é o caso das Glutationa S-Transferases (GST). Desta forma, situações que criem stress oxidativo, como no treino desportivo, ativam a expressão das defesas antioxidantes. Assim sendo, o treino desportivo regular e bem planeado, de forma a evitar danos constantes ao organismo, deve ativar uma resposta deste de forma a protege-lo dessa agressão, preparando-o previamente para essa agressão. Essa preparação pode ser verificada através da expressão génica de fatores antioxidantes endógenos. Além disso, certos genótipos podem revelar-se vantajosos nesta proteção, nomeadamente os genótipos associados às várias isoformas das GSTs. Nestes, constam vários e frequentes genótipos Null (ausência do gene), o que permite uma grande variabilidade entre indivíduos para a disponibilidade de isoformas de GSTs. O objetivo deste trabalho foi precisamente verificar a distribuição de genótipos Null/Present para duas isoformas de GSTs, a GSTM1 e a GSTT1, numa amostra de 20 nadadores portugueses de nível nacional. Para comparação de genótipos, foi recolhida semelhante informação a partir de um grupo de controlo constituído por 52 indivíduos aleatórios. Além disso, observou-se a expressão relativa de GSTT1 ao longo de 5 momentos distintos ao longo da época de Inverno (preparação geral, preparação específica, fase taper e dois momentos pós-competição) em 3 desses atletas, e a expressão relativa, também de GSTT1, 48h e 72h após uma competição, para 8 desses atletas. Para conseguir alcançar isto, foi necessário montar uma técnica totalmente nova para recolher as amostras de forma rápida, fiável e praticável nas condições de treino, e otimizar todos os procedimentos laboratoriais para conseguir processar essas amostras de forma eficiente e rigorosa. As amostras foram recolhidas em papel de filtro de análises clínica, através de uma picada no dedo dos nadadores, antes do início do treino do dia definido previamente para recolha de amostras. As amostras foram ainda conservadas em invólucros individuais para cada recolha a cada momento e de cada atleta, numa câmara-fria 4°C, no Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS) da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade da Beira Interior (UBI). Para genotipagem dos nadadores em amostra, DNA foi extraído da amostra de sangue em papel utilizando o método do Chelex 100. Após extração, o DNA foi usado para amplificação enzimática da sequência específica dos genes da GSTM1 e GSTT1, pela técnica de PCR. Por fim, os resultados foram corridos por electroforese em gel de agarose, usando Green-safe como fator de marcação de DNA, e os resultados foram visualizados à luz ultravioleta num transiluminador. A presença de GSTM1 foi identificada pela presença de uma banda com cerca de 215bp, enquanto a presença de GSTT1 foi identificada pela presença de banda aos 473bp. Para análise da expressão génica, RNA foi isolado a partir das amostras de sangue em papel, pelo método do Trizol. O RNA era correspondente a cada um dos momentos de recolha. De seguida o RNA foi convertido a cDNA através da técnica de transcriptase reversa, utilizando a enzima M-MLV. Por fim, o cDNA foi amplificado pela técnica de RT-PCR, para o gene GSTT1, tendo ainda como controlo a amplificação da β-Actin, também para cada um dos momentos de recolha e fazendo duplicados por uma questão de rigor. A expressão foi calculada através das curvas de amplificação de RT-PCR e utilizando o método ΔΔCT. Não foram encontradas distribuições de genótipos GSTM1 e GSTT1 Null/Present estatisticamente significativas entre a nossa amostra de teste e o grupo de controlo. No contexto da expressão relativa de GSTT1, verificou-se que variações muito acentuadas ao longo da época desportiva ou após um exercício foram prejudiciais à performance física dos nadadores. Encontramos também algumas diferenças na recuperação das nadadoras, mantendo uma expressão mais alta e por um maior período de tempo após o exercício físico intenso que os homens. Além disso, verificou-se uma tendência para os indivíduos GSTM1 Null manterem os níveis de expressão relativa de GSTT1, ao longo da época e após um exercício intenso, mais estáveis, o que parece favorecer o seu rendimento. Conclui-se ainda que a análise da evolução da expressão relativa de GSTT1 em vários treinos, após uma competição ou outro exercício de elevada intensidade, pode ajudar a perceber qual a forma atual de um nadador.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1340
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