Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1343
Título: Avaliação bioguiada de extractos de Eragrostis viscosa
Autor: Vieira, Liliana Isabel de Oliveira
Orientador: Domingues, Fernanda da Conceição
Granadeiro, Luiza Augusta Tereza Gil Breitenfeld
Mendonça, Dina Isabel Dinis Medeiros de
Palavras-chave: Plantas medicinais - Eragrostis viscosa
Eragrostis viscosa - Actividade antimicrobiana
Eragrostis viscosa - Actividade antibacteriana
Eragrostis viscosa - Citotoxicidade
Eragrostis viscosa - Genotoxicidade
Data de Defesa: 2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A Medicina Tradicional Angolana faz uso de diferentes plantas que nunca foram sujeitas a estudos de actividade biológica. Este trabalho consistiu no estudo dos extractos da planta Eragrostis viscosa. Avaliou-se a sua actividade antimicrobiana e citotóxica, seguida de um posterior fraccionamento do extracto com maior actividade biológica de modo a isolar os compostos activos da planta. Com os compostos isolados realizou-se um teste de genotoxicidade. Para determinar a actividade antimicrobiana foram realizados os ensaios de difusão em disco e microdiluição de modo a determinar a MIC e a MLC dos extractos. Para o Staphylococcus aureus e Bacillus cereus efectuaram-se ainda as curvas de morte para determinar qual o possível modo de acção desses extractos sobre essas estirpes. Realizou-se o teste do MTT, em fibroblastos humanos saudáveis, de modo a verificar se os extractos eram citotóxicos ou estimulavam a proliferação celular. Os primeiros resultados mostraram que o extracto de hexano tem a maior actividade biológica, sendo assim, o extracto foi fraccionado para seleccionar as fracções responsáveis por essa actividade. Quatro compostos foram isolados, nas fracções activas: o ácido 8,15-epoxilabdan-16-óico (5); 16-acetoxi-8,15-epoxilabdano (3); 8,15-epoxi-16-norlabdan-13-ona (4) e 8,15-epoxilabdan-16-ol (6), sendo o composto 5 o maioritário presente no extracto. Os compostos 3, 4 e 6 foram estudados quanto à sua genotoxicidade através do teste do micronúcleo com a citocinese bloqueada em células V79. Os resultados mostraram que nenhum dos compostos apresentaram genotoxicidade para células V79 com e sem activação metabólica. No que respeita aos extractos, eles não apresentaram actividade antifúngica, nem actividade antibacteriana para as bactérias gram-negativas. No entanto, demonstraram o seu potencial para inibir as bactérias gram-positivas. Além disso, as curvas de morte demonstraram que os extractos brutos de hexano e diclorometano apresentaram actividade bacteriostática para as estirpes de Staphylococcus aureus e Bacillus cereus. A citotoxicidade dos extractos brutos avaliada pelo teste MTT mostrou alguns resultados positivos na maior concentração utilizada nos ensaios, no entanto, são necessários estudos adicionais para dar mais detalhes sobre este tema. Em conclusão, os extractos estudados de Eragrotis viscosa não tem actividade antifúngica, inibem as bactérias gram-positivas e apresentam actividade bacteriostática para o Staphylococcus aureus e Bacillus cereus. No entanto, para obter conclusões mais relevantes neste trabalho, são necessários mais estudos antimicrobianos e de citotoxicidade com os compostos isolados da planta.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1343
Designação: Mestrado em Bioquímica
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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