Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1359
Título: Síndrome cardiorenal : diagnóstico e terapêuticas atuais
Autor: Silva, Andreia Raquel Dias da
Palavras-chave: Síndrome cardiorenal - Tratamento
Insuficiência renal - Tratamento
Insuficiência cardíaca - Tratamento
Lesão cardíaca - Diagnóstico - Biomarcadores
Lesão renal - Diagnóstico - Biomarcadores
Data de Defesa: Mai-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A Síndrome Cardiorenal (SCR) define-se como uma condição fisiopatológica com coexistência de disfunção cardíaca e de disfunção renal, na qual a falência aguda ou crónica de um dos órgãos precipita a falência aguda ou crónica do outro. Atualmente é subclassificada em 5 tipos: O tipo 1 envolve a doença renal aguda causada por uma disfunção cardíaca aguda, enquanto o tipo 2 apresenta doença renal crónica progressiva e secundária a disfunção cardíaca crónica. O tipo 3 refere-se a disfunção cardíaca aguda precipitada por falência renal aguda; no tipo 4 a disfunção cardíaca é crónica e secundária a doença crónica renal. O tipo 5 implica disfunção cardíaca e disfunção renal, ambas secundárias a patologia sistémica. As implicações desta síndrome possuem grande relevância na prática clínica. A sua fisiopatologia ainda não se encontra perfeitamente definida, mas verifica-se um aumento na prevalência da SCR, quer pelo aumento na esperança média de vida e incremento do grau de morbilidade basal, quer pelo aumento da sobrevida dos doentes com disfunção cardíaca e/ou renal. Assiste-se, assim, a uma necessidade crescente no diagnóstico precoce desta síndrome e a um aumento significativo dos recursos necessários para o seu tratamento. A creatinina e a ureia séricas são duas das mensurações mais requisitadas na prática clínica, no intuito de sinalizar uma lesão renal. No entanto, não permitem um diagnóstico precoce, o que dificulta e atrasa uma intervenção terapêutica urgente. Nos últimos anos, foram identificados biomarcadores com sensibilidade suficiente para identificar a lesão renal numa fase inicial (NGAL, Cistatina C, KIM-1, Interleucina 18). Alguns começam a ser utilizados na prática clínica; outros permanecem em fase de estudo, com caráter auspicioso. Na disfunção cardíaca, os biomarcadores tradicionais, Péptidos Natriuréticos e Troponinas (sinalizadores de insuficiência e isquemia cardíaca, respetivamente), permanecem essenciais. As técnicas de imagem complementam o estudo, providenciando uma valiosa informação das lesões estruturais implicadas na SCR. A terapêutica do paciente com SCR é complexa; não é, de forma alguma, universal ou consensual. No entanto, através das guidelines e dos estudos atualmente disponíveis, é possível esquematizar tratamentos individualizados e fornecer terapêuticas com segurança e benefício clínico comprovado. Novas estratégias para o tratamento da SCR encontram-se em fase experimental, embora a maioria tenha tanto de promissor como de controverso.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1359
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