Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1400
Título: Enxaqueca e níveis séricos de Prolactina
Autor: Campos, Mariana Rita Martelo de
Palavras-chave: Enxaqueca - Diagnóstico
Enxaqueca - Prolactina
Enxaqueca - Dopamina
Cefaleia
Data de Defesa: Mai-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A enxaqueca é um distúrbio neurovascular que ocorre em indivíduos geneticamente suscetíveis, podendo ser desencadeada por diversos fatores, como alimentos, privação/excesso de sono, stress, entre outros. Carateriza-se por episódios de cefaleias com outros sintomas associados. Para a sua génese foram propostos diversos mecanismos, entre eles a participação do sistema dopaminérgico, estando a dopamina relacionada com alguns dos sintomas experimentados durante uma crise de enxaqueca. A prolactina (PRL), como alvo principal da dopamina, tem sido também implicada na produção da enxaqueca, apoiado pelo facto de diversos fatores que podem afetar a secreção de prolactina também poderem intervir na enxaqueca, como os tumores hipofisários (prolactinomas, etc), stress, a dor, entre outros. Objetivos: Este trabalho teve o propósito de analisar a possível relação entre a enxaqueca e os níveis da prolactina. Métodos: Para a elaboração desta revisão da literatura, efetuou-se uma pesquisa bibliográfica na base de dados Medline (www.pubmed.com). Resultados: Da pesquisa realizada, seis artigos foram analisados e resumidos, onde foram estudadas populações migranosas através da medição dos seus níveis séricos de prolactina, encontrando-se: a) aumento dos níveis de PRL em resposta ao TRH durante o período de crise de enxaqueca, b) diminuição do pico noturno da prolactina, c) redução dos níveis de PRL durante o período de crise de enxaqueca d) existência de uma hiperprolactinemia em alguns indivíduos com enxaqueca, e) níveis de PRL elevados durante o período de crise de enxaqueca. Discussão: O processo de cronicidade da enxaqueca permanece desconhecido, contudo vários mecanismos têm sido postulados, entre eles, uma disfunção hipotalâmica. O papel da PRL na enxaqueca, pode ser apoiado por diminuição da dopamina (DA) resultante de uma hiperfunção serotoninérgica, devido aos efeitos inibitórios da serotonina sobre a DA e por conseguinte um aumento dos níveis de PRL. Uma outra teoria apontada é a presença de uma hipersensibilidade do recetor pós-sináptico dopaminérgico, uma vez que este neurotransmissor se encontra relacionado com algumas das manifestações sentidas numa crise de enxaqueca. A cefaleia destes pacientes pode ainda ser secundária à hiperprolactinemia que estes apresentam, como resultado de uma provável predisposição. Conclusão: Mais estudos serão necessários, com maior controlo das variáveis e com um maior número de doentes estudados, para esclarecer a eventual relação entre a enxaqueca e a prolactinemia.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1400
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
Dissertação Final_Mariana Campos.pdf329,51 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.