Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1406
Título: As terapêuticas ablativas na fibrilhação auricular
Autor: Silva, Joana Rita Oliveira Gomes Leite
Palavras-chave: Fibrilhação auricular - Ablação cirúrgica - Ablação por cateter
Fibrilhação auricular - Terapêuticas ablativas
Data de Defesa: Mai-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A Fibrilhação Auricular é a arritmia cardíaca mais frequente na prática clínica, com uma prevalência aumentada na população idosa. É uma importante causa de eventos tromboembólicos, aumentando significativamente o risco de AVC. A FA caracteriza-se por uma activação auricular desorganizada, acelerada e irregular. Esta arritmia pode ser classificada de acordo com o padrão clínico em FA paroxística, FA persistente e FA permanente. O avanço no conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos desta arritmia, juntamente com o progresso das técnicas ablativas, tem impulsionado o desenvolvimento da ablação como alternativa terapêutica importante. Objectivos: Esta revisão bibliográfica pretende abordar os avanços e resultados da ablação da FA, no que diz respeito às técnicas, selecção de pacientes e controvérsias implicadas na aplicação dos procedimentos. Métodos: Foram pesquisados vários artigos científicos da última década em motores de busca médicos com as palavras-chave “atrial fibrillation”, “atrial fibrillation ablation”, “surgical ablation of atrial fibrillation”, “catheter ablation”, no intervalo temporal de Julho de 2012 a Fevereiro de 2013. Desenvolvimento: O mecanismo responsável pela génese e manutenção da FA parece englobar os “triggers” focais, localizados habitualmente nas veias pulmonares, responsáveis pela iniciação da arritmia e o complexo substrato anatómico que garante a manutenção de múltiplas ondas de reentrada. Desta forma, as técnicas de ablação actuais procuram eliminar ou isolar os factores deflagradores do resto das aurículas, a fim de restaurar o ritmo sinusal. A ablação cirúrgica para o tratamento da FA é, normalmente, realizada durante outro procedimento cirúrgico cardíaco, valvular ou coronário e, mais raramente, como procedimento isolado. Deste modo, surgiu o procedimento Cox Maze que foi criado para interromper os circuitos de reentrada que se desenvolvem nas aurículas. Contudo, esta técnica apresentou limitações de origem técnica e no sentido de simplicar este processo, o procedimento tradicional tem vindo a ser substituído por ablação por cateter usando várias fontes de energia. De acordo com as guidelines, a ablação por cateter é indicada em doentes com FA paroxística ou persistente, refractária ao tratamento com pelo menos uma droga antiarrítmica. Conclusão: A ablação é um tratamento promissor nos pacientes com FA. Várias tecnologias estão disponíveis e espera-se que o avanço conduza a procedimentos mais seguros com melhores resultados. Ensaios clínicos com períodos longos de seguimento são necessários para melhorar a triagem dos pacientes que mais beneficiarão deste tratamento e estabelecer a ablação como terapia de primeira linha.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1406
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