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Título: Fraturas osteoporóticas proximais do fémur : estudo da mortalidade e custos hospitalares
Autor: Silva, Carina Adelaide Sousa da
Palavras-chave: Fractura da anca
Fractura da anca - Osteoporose - Idosos
Fractura da anca - Mortalidade
Fractura da anca - Morbilidade
Fractura da anca - Prevenção
Fractura da anca - Custos hospitalares
Fractura do fémur
Data de Defesa: Jun-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: INTRODUÇÃO: A frequência de fraturas da extremidade proximal do fémur (FPF) aumentou significativamente nas últimas décadas. Acredita-se que isto esteja relacionado com o envelhecimento da população. Estas fraturas representam a 2ª causa de hospitalização na população geriátrica. Acarretam degradação do estado geral e perda da função e autonomia. As FPF estão associadas a elevada mortalidade e morbilidade. Na União Europeia, estima-se que uma em cada três mulheres com idade superior a 80 anos venha a sofrer de uma fratura da anca ao longo da vida e que a incidência anual aumente de 125.000 para 1 milhão em 2020. Representam, por isso, um importante problema de saúde pública, que deverá ser uma preocupação comum a todos os profissionais e sectores da saúde. Os custos, diretos e indiretos, são elevados, assistindo-se na maioria dos países a um esforço na sua contenção e na optimização dos cuidados. Contrariamente ao que se passa no panorama internacional são escassos os estudos sobre a incidência deste tipo de fraturas em Portugal. OBJECTIVO: Analisar a incidência e aspetos epidemiológicos das FPF no CHCB. Estudar possíveis fatores com influência na mortalidade e morbilidade. Avaliar custos hospitalares. Comparar os resultados obtidos com os de outros estudos nacionais e internacionais. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo retrospetivo, observacional, do período entre 2009 e 2011, por consulta de processos clínicos de doentes com mais de 65 anos, admitidos no Serviço de Ortopedia do CHCB, com o diagnóstico de FPF. O tratamento de dados foi realizado no SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) e consideraram-se os resultados significativos para p <0,05. RESULTADOS: A incidência anual de FPF no CHCB foi de 0,08%. Dos 232 doentes internados 75,4% eram do sexo feminino; 30,6% tinham entre 81 e 85 anos, com média de 83,10 anos. Em 87,5% não se verificou o diagnóstico prévio de osteoporose. A HTA foi a comorbilidade mais comum com 63,4%, seguida da demência com 25,4%. 62,7% destes doentes faziam psicofármacos. O tempo de espera para a cirurgia, foi em média, 4,7 dias e não mostrou ter relação com o aumento da mortalidade. A luxação foi a complicação mais frequentemente ligada diretamente à fratura. A taxa de mortalidade foi de 24,1%, sendo superior nos homens (35% vs 21%). A taxa de mortalidade foi de 55% quando submetidos a tratamento conservador. Em média estima-se que o internamento de um doente tenha custado 3054,89€. DISCUSSÃO/CONCLUSÃO: As FPF constituem um importante problema de saúde pública, assim como uma importante causa de mortalidade e morbilidade que leva a elevados custos hospitalares. No presente estudo, a incidência e a mortalidade associada a estas fraturas foram inferiores às referenciadas na literatura. O sexo, a idade, o tipo de fratura e o tipo de procedimento foram os que mostraram ter influência sobre a mortalidade destes doentes. Alternativas para a prevenção, gestão e reabilitação destas fraturas são necessárias.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1415
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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