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Título: A influência de parâmetros socioculturais no reconhecimento do Acidente Vascular Cerebral
Autor: Sá, Juliana Marília Pereira de
Palavras-chave: Acidente vascular cerebral
Acidente vascular cerebral - Prevenção
Acidente vascular cerebral - Sinais e sintomas
Acidente vascular cerebral - Serviço de urgências - Acompanhamento
Data de Defesa: Mai-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução As doenças cerebrovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo. Em Portugal, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte e incapacidade resultando num enorme impacto social. O reconhecimento do AVC e a recorrência imediata ao serviço de urgência maximizam a possibilidade de tratamento e recuperação. O objectivo deste estudo consiste na descrição das características sociais e culturais dos doentes que sofreram um AVC, e na relação que estas têm com o conhecimento de sinais e sintomas e percepção da gravidade permitindo, desta forma, construir uma campanha de educação para a saúde eficaz e adequada à população. Métodos Recolheram-se os dados dos doentes que estiveram internados na Unidade de Acidente Vascular Cerebral do Centro Hospitalar da Cova da Beira, entre Janeiro e Dezembro de 2011. Contactaram-se os doentes através de carta, tendo sido posteriormente aplicado um questionário por via telefónica. Este estudo foi aprovado por uma comissão de ética. Os dados colhidos foram analisados através de IBM Software Package for Social Sciences (SPSS®), versão 19.0 para Microsoft Windows®. Resultados Foram incluídos no estudo 101 indivíduos com a idade média de 72.3 anos. Sessenta e dois por cento eram do sexo masculino, 55% viviam em área rural, 63.4% completaram o ensino primário e 37.6% eram operários. Quarenta e um por cento dos indivíduos classificaram a sua percepção da situação no momento de instalação do AVC como “nada grave” e 87.1% não souberam enumerar espontaneamente pelo menos um sinal ou sintoma de AVC. Não se estabeleceu relação entre o conhecimento de sinais e sintomas e a residência em zona urbana ou rural (p=0,093). No momento de instalação dos sintomas, 67.3% dos doentes estavam acompanhados. Não se provou que a presença e escolaridade do acompanhante estejam relacionados com o tempo de chegada ao Serviço de Urgência (SU) (p=0.076 e p=0.358, respectivamente). Doentes que se fizeram transportar de ambulância ou com maior percepção de gravidade da situação tiveram um menor tempo de chegada ao hospital (p=0.003 e p=0.002, respectivamente). Conclusões O conhecimento acerca dos sinais e sintomas de AVC provou-se muito limitado. O impacto do AVC faz com que seja necessária a criação de programas efectivos e estruturados de prevenção da doença, que eduquem acerca dos sinais e sintomas que devem motivar uma recorrência imediata ao SU, utilizando meios de comunicação eficazes e adaptados à população, de forma a optimizar as hipóteses de tratamento e recuperação plena.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1467
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