Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1489
Título: Testosterona e acidente vascular cerebral isquémico : avaliação do papel das hormonas sexuais masculinas na fisiopatologia da doença e do seu valor prognóstico
Autor: Costa, Sara Isabel Mendes
Palavras-chave: Acidente vascular cerebral
Acidente vascular cerebral - Testosterona - Avaliação
Acidente vascular cerebral - Prognóstico funcional
Testosterona - LH
Testosterona - FSH
Data de Defesa: Mai-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: O risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) aumenta com a idade e os níveis de Testosterona, por sua vez, diminuem gradualmente a partir da idade adulta. Há evidências que apontam uma possível associação entre os níveis das hormonas sexuais masculinas e o acidente vascular cerebral. É ainda sugerido que baixos níveis de testosterona podem exercer algum efeito nos fatores de risco aterosclerótico. Por fim, ainda pouco se sabe acerca do papel da testosterona no prognóstico funcional do AVC. Objetivos: Este estudo visa verificar se existe relação entre os valores das hormonas sexuais masculinas e algum subtipo etiológico de AVC isquémico, segundo a Classificação Trial of ORG 10172 in Acute Stroke Treatment (TOAST), bem como com o prognóstico funcional dos doentes com AVC. Métodos: Realizou-se um estudo prospetivo, em oitenta e três pacientes internados na Unidade de AVC do Centro Hospitalar Cova da Beira, por AVC isquémico com evolução inferior a uma semana, e aos quais foram doseados os valores de testosterona total, hormona luiteinizante, hormona folículo estimulante e outras variáveis laboratoriais na primeira semana após ocorrência do AVC e num grupo de trinta controlos provenientes das diversas especialidades deste Centro Hospitalar. Os níveis destas hormonas foram comparados entre os indivíduos de cada subtipo de AVC de acordo com a Classificação TOAST, bem como com um grupo controlo. O prognóstico funcional de cada doente foi determinado com base na escala de Rankin, na escala de Barthel, bem como em informações recolhidas no relatório de alta do respetivo doente. Resultados: Neste estudo não se verificou uma associação independente entre os níveis de testosterona total e indivíduos com AVC, uma vez que diferenças observadas entre os dois grupos são explicadas pelas diferenças de idade (HD=1,140; p=0,008; [IC 95%: 1,035 – 1,255]. Apesar dos níveis desta hormona serem tendencialmente inferiores no grupo com AVC Aterotrombótico, não se encontrou uma associação independente com algum subtipo de acidente vascular cerebral. Constata-se ainda uma correlação direta significativa entre valores de testosterona total e valores de lipoproteína de alta densidade (r=0,271; p=0,017) e uma correlação negativa entre os níveis desta hormona e os níveis de Proteína C Reativa, que se aproxima da significância estatística (r=-0,204; p=0,076). Não se apurou uma associação independente entre os níveis da testosterona total e o prognóstico funcional. Discussão: Este estudo sugere que o AVC Aterotrombótico pode estar associado a menores níveis testosterona, apesar de esta hipótese não ter sido confirmada. Por fim, uma associação entre os níveis das hormonas sexuais masculinas e a dependência funcional após acidente vascular cerebral também não foi encontrada. Mais estudos são necessários para confirmar uma possível associação entre baixos níveis de testosterona total e AVC Aterotrombótico, bem como entre esta hormona e a dependência funcional após AVC.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1489
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