Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1509
Título: Mortes por intoxicação autopsiadas na Cova da Beira entre 2001 e 2012
Autor: Abreu, Ana Rute Mourão de
Palavras-chave: Intoxicação - Morte
Intoxicação - Morte - Pesticidas
Intoxicação - Morte - Autópsias
Data de Defesa: Jun-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: As intoxicações agudas permanecem um problema sério a nível global e são, ainda, uma das causas mais importantes de morbilidade e mortalidade do mundo (1), acarretando um enorme consumo de recursos (2). Neste sentido, as consequências adversas que resultam da poluição ambiental, das intoxicações por drogas, das exposições ocupacionais, dos produtos domésticos, dos químicos, do abuso de substâncias, das overdoses intencionais ou do uso indevido de produtos, bem como outros tipos de exposição (2), permitem considerar a prevenção da intoxicação aguda como uma das grandes prioridades no âmbito da saúde pública. Objetivo: Refletir sobre a incidência das intoxicações e das mortes delas decorrentes na região da Cova da Beira e, a partir dessa análise, permitir também o conhecimento por parte das estruturas de saúde, de quais as situações graves de intoxicação com que mais frequentemente se poderão confrontar. Material e métodos: O estudo é de carácter descritivo e retrospetivo e pretende estudar, recolhendo os dados através dos respectivos processos, os casos de mortes por intoxicação ocorridos na região da Cova da Beira e autopsiados no Gabinete Médico-Legal da Covilhã, desde o ano da sua abertura, 2001, até ao final de 2012. Das 485 autópsias realizadas no período de tempo e Gabinete descritos, apenas 19 casos de morte por intoxicação foram encontrados. Resultados: Os tóxicos que mais mortes por intoxicação provocaram foram os pesticidas e, dentro destes, os organofosforados. O monóxido de carbono foi a segunda causa mais prevalente neste tipo de mortes. O género masculino foi o mais afetado numa proporção de 12 para 7. As idades no estudo são compreendidas entre os 13 e os 82 anos e a faixa etária na qual ocorreram mais mortes foi aquela entre os 40 e os 49 anos. A maioria das vítimas era solteira e tinha intenção suicida, sendo que apenas 5 casos foram de provável etiologia acidental, sem que existisse, baseado nas informações circunstanciais, uma única morte considerada de etiologia homicida. A época mais prevalente foi a Primavera e Verão. Conclusões: Embora o número de mortes por intoxicação nesta região seja pouco significativa em relação ao número total de fatalidades, o ideal era que não existisse nenhuma. Assim, com este objetivo em mente, há que implementar ou reforçar medidas de prevenção deste tipo de mortes pelo que se torna imperativo a realização de estudos semelhantes em outras regiões do país. Este tipo de estudos contribuirá eventualmente para identificar e planear as melhores medidas de atuação face a este problema, tendo em conta, as tendências das mortes por intoxicação a nível nacional.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1509
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