Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1619
Título: Análise da sobrevida de doentes insuficientes renais crónicos terminais ao longo de 8 anos com base no Índice de Charlson
Autor: Fonseca, Manuel Montezuma de Carvalho Rodrigues da
Palavras-chave: Insuficiência renal crónica - Prevenção
Insuficiência renal crónica - Prognóstico
Hemodiálise
Índice de Charlson - Indicadores de serviço
Hemodiálise - Indicadores de serviço - Hospital Amato Lusitano
Data de Defesa: Mai-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A Insuficiência Renal Crónica, uma das epidemias do século XXI, tem como uma das principais causas de desenvolvimento a Hipertensão Arterial e a Diabetes Mellitus, sendo que a Doença Renal Terminal constitui o seu fator terminal, afetando significativamente a sobrevida dos doentes. De entre as principais etiologias da Insuficiência Renal Crónica, a Diabetes Mellitus é aquela que mais afeta a sobrevida dos doentes em Terapêutica de Substituição Renal. Com este trabalho viso determinar o índice de Charlson nos doentes do Hospital Amato Lusitano e verificar qual o seu impacto na sobrevida dos doentes. Material e Métodos: Efetuou-se uma recolha dos dados dos pacientes internados, aquando do início de diálise, através da consulta dos processos clínicos hospitalares. Foram selecionados, aleatoriamente, 100 doentes que iniciaram a diálise no Hospital Amanto Lusitano desde 2003. Registaram-se as seguintes variáveis: a idade, o género, a etiologia da Insuficiência Renal Crónica, o tipo de diálise, as comorbilidades [Neoplasias, Doença Hepática Crónica, Cardiopatia, Vasculopatia, Acidente Vascular Cerebral e Diabetes], o acesso vascular inicial, a existência ou ausência de Fístula Arteriovenosa, data de início de diálise, tempo em consulta de nefrologia, a clearance de creatinina, o motivo do início de diálise, o status, a causa de morte, bem como a data de morte ou de descontinuação da diálise. Foi utilizada a escala do Índice de Charlson para medir a sobrevida dos doentes hemodialisados, agrupando os doentes em 3 grupos: grupo 1 (entre 1-6), grupo 2 (entre 7-9) e grupo 3 (entre 10-16). Foram utilizados os programas informáticos: Microsoft Acess 2007, Microsft Excel 2007, Microsoft Word 2007 e IBM SPPS Statistics 19. Resultados: Dos 100 doentes estudados: 35,7% são diabéticos, 61% têm idade inferior a 75 anos, enquanto os restantes 39% têm idade superior a 75 anos. No que diz respeito ao género, 73% são homens e 27% são mulheres. De acordo com os dados, 47% dos 100 pacientes morreram. Os doentes com índice Charlson apresentam uma sobrevida, aos 5 anos, de 84,1%; os doentes do grupo 2 de 44,3%; enquanto os pacientes do grupo 3 apresentam uma taxa de sobrevida de 25% (p=0.0001). Os diabéticos do grupo 1 apresentam taxa de sobrevida, aos 5 anos, de 100%; os do grupo 2 superior a 70%; e os do grupo 3 inferior a 20% (p=0.0001). Os doentes do grupo 1, que tiveram consulta de nefrologia prévia ao início da Terapêutica de Substituição Renal, apresentam taxa de sobrevida, aos 5 anos, superior a 80%; os do grupo 2 superior a 40%; e os do grupo 3 inferior a 40%, (p=0.012). Discussão: Conclui-se que os doentes que apresentam índices de Charlson mais elevados apresentavam taxas de sobrevidas inferiores. As comorbilidades 5 e 6 são as mais diferenciadoras de sobrevida e, os doentes diabéticos, apresentam sobrevidas bastante inferiores em relação ao resto da população. Os pacientes que tiveram tempo de seguimento prévio, apresentam taxas de sobrevida superiores. No que respeita aos doentes diabéticos, o índice de Charlson tem um impacto discriminativo superior na sobrevida, comparativamente com a restante população. Conclusão: Na realização deste trabalho consegui validar na nossa população a utilização do índice de Charlson como método para avaliar a sobrevida dos doentes em Terapêutica de Substituição Renal, tendo os doentes dos diferentes grupos (1,2 e 3), diferenciadas taxas de sobrevida.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1619
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