Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1628
Título: GDNF e GPER: novas ferramentas no controlo da neuroinflamação?
Autor: Oliveira, Julieta Conceição Mendes Borges
Orientador: Baltazar, Graça Maria Fernandes
Fonseca, Carla Sofia Pais
Palavras-chave: Doença neurodegenerativa
Microglia
Astrócitos - Actividade microglial - GDNF
Estrogénios - Actividade microglial - GDNF
Estrogénios - Actividade microglial - GPER
Neuroinflamação
Data de Defesa: Out-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: As células microgliais, os macrófagos residentes no sistema nervoso central, são responsáveis pela resposta imune inata. Quando são moderadamente ativadas, realizam funções vitais, fagocitando células mortas e removendo detritos celulares e toxinas. No entanto, uma ativação persistente destas células pode resultar numa desregulação da sua atividade. Elas podem tornar-se reativas e contribuir para a morte neuronal. Evidências crescentes sugerem que a inflamação e o stress oxidativo mediado pela microglia reativa desempenham um papel fundamental na progressão de várias doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson. Tanto o fator neurotrófico derivado de uma linha de células da glia (GDNF) como os estrogénios são relatados por atuar na microglia, controlando a sua ativação excessiva. Um estudo anterior do nosso grupo mostrou que o GDNF presente em meio condicionado de astrócitos consegue inibir a reatividade microglial induzida pelo Zymozan A numa cultura primária de microglia do mesencéfalo ventral. O primeiro objetivo do presente trabalho foi o de verificar se a presença de neurónios, lesados ou não, poderia influenciar este efeito anti-inflamatório exercido pelo GDNF. Utilizando o mesmo tipo de cultura verificámos que o condicionamento na presença de neurónios reverteu a inibição da produção de NO exercida pelos meios condicionados apenas por astrócitos na microglia estimulada com LPS. Este diferente efeito dos dois meios poderá estar relacionado com o facto de os meios condicionados por culturas mistas de neurónios e astrócitos apresentaram níveis mais baixos de GDNF que os meios condicionados apenas por astrócitos. Por outro lado, estudos utilizando culturas primárias de microglia, bem como linhas celulares, demonstraram a capacidade do estrogénio para atenuar a ativação da microglia, em termos de atividade fagocítica, produção de espécies reativas de oxigénio e de azoto, bem como de outros fatores da cascata inflamatória. Está já descrita a capacidade dos estrogénios ativarem os recetores de estrogénio α e β presentes na microglia. No entanto, mais recentemente identificou-se um recetor de estrogénios transmembranar, o recetor de estrogénio acoplado à proteína G (GPER). O segundo objetivo do trabalho foi esclarecer a participação do GPER no controle da reatividade microglial mediada pelo estradiol. Utilizando uma linha celular de microglia N9, um agonista e um antagonista seletivos do recetor, verificamos que a ativação do GPER promoveu a migração das células microgliais e reduziu significativamente os parâmetros de reatividade microglial estudados. Estes resultados sugerem que o GPER pode ser um importante alvo terapêutico para doenças neurodegenerativas e neuroinflamatórias, especialmente nos homens, nos quais a terapia com estrogénio não é viável.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1628
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