Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1652
Título: Estudo das afecções oculares em crianças dos 0 aos 10 anos avaliadas no Centro Hospitalar Cova da Beira
Autor: Brandão, Maria Inês Elvas da Silva
Palavras-chave: Optometria - Relatório de estágio
Patologia ocular - Rastreio - Criança - 0-10 idade
Patologia ocular - Factores de risco
Patologia ocular - Erros refractivos
Patologia ocular - Erros vergênciais
Data de Defesa: Out-2013
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Objetivos: A visão é um sentido extremamente importante no correto desenvolvimento das crianças. Torna-se então necessário que as crianças sejam observadas, consoante a sua idade, por um optometrista/oftalmologista, de modo a despistar qualquer alteração à normalidade, prevenindo assim problemas visuais futuros. O principal objetivo deste trabalho de investigação consiste em caraterizar e avaliar a epidemiologia bem como os fatores de risco associados a erros refrativos, vergênciais e patologias oculares em crianças dos 0 aos 10 anos de idade. Métodos: Estudo observacional, descritivo e transversal com caráter analítico com recolha de dados prospetivos. A amostra, não probabilística de conveniência, é constituída por crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 10 anos de idade que no período de janeiro a junho de 2013, que frequentaram a consulta externa de pediatria do Centro Hospitalar Cova da Beira. Os dados pessoais foram recolhidos através de um questionário, aplicado aos pais ou representantes legais da criança, e posteriormente recolhidos os dados optométricos (acuidade visual, refração, exame ocular externo, desvios oculares). Os resultados do estudo, foram analisados com recurso ao programa informático Exel e Software Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 20.0 para Windows, tendo sido considerado significativos os resultados com p<0,05. Resultados: Das 115 crianças observadas, 64,3% pertencia ao Grupo 1, com idades entre os 0 e os 6 anos e 35,7% pertencia m ao Grupo 2, tendo idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos. No grupo 1, 62,2% eram do sexo masculino e no grupo 2, 63,4% do sexo masculino. Das 115 crianças avaliadas detetou-se em 43 algum tipo de problema oftalmológico (37,4%): erros de refração e/ou erros vergênciais. No grupo 1, 22,9% das crianças eram hipermetropes e 5,4% míopes. No grupo 2, a incidência de hipermetropia foi de 17,1% e foram consideradas míopes 7,3% das crianças avaliadas neste grupo. Relativamente aos erros vergênciais, no grupo 1 em 23,0% das crianças foi observado algum tipo de desvio, enquanto no grupo 2, foram observados desvios oculares em 29,3% das crianças. Relativamente à avaliação prévia por um optometrista/oftalmologista, das 115 crianças, 36 já tinham sido previamente avaliadas, 18% (n=13) das crianças do Grupo 1, e 56% (n=23) do Grupo 2. Das crianças avaliadas, no grupo 1, 3 apresentavam antecedentes e pessoais e 10 antecedentes familiares de risco de doença oftalmológica, enquanto no grupo 2, 4 crianças apresentavam antecedentes pessoais e 3 antecedentes familiares. Em termos de terapia visual, no grupo 1, 5% das crianças estava a realizar algum tipo de tratamento, enquanto no grupo 2, 12% das crianças se encontrava na mesma situação. Conclusão: Neste estudo, observou-se uma maior incidência de problemas visuais em relação à literatura. No entanto verificou-se uma concordância em relação aos fatores de risco, tais como, prematuridade, baixo peso ao nascer, antecedentes pessoais e familiares de risco oftalmológico. Com este trabalho conclui-se que uma grande parte das crianças não está a cumprir o Rastreio Oftalmológico Infantil.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1652
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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