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Título: Diagnóstico da infecção congénita pelo vírus citomegálico humano a partir de urinas colhidas em papel de filtro
Autor: Carrilho, Alexandra Filipa Candeias
Palavras-chave: Citomégalovirus
Data de Defesa: Set-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: O Citomegalovirus Humano (HCMV) é a causa mais frequente de infecção congénita infectando 1% (0,2% - 3%) de todos os recém-nascidos. Apesar de 90% das crianças infectadas congenitamente pelo HCMV não possuírem sinais clínicos ou sintomas à nascença, o diagnóstico desta infecção é importante uma vez que 5 a 15% das crianças com infecção congénita assintomática irá desenvolver sequelas neurológicas mais tarde, e 10% nascem com sintomas graves que no entanto não são exclusivos de uma infecção por HCMV, devendo a sua etiologia ser esclarecida. O método de referência para o diagnóstico de infecção congénita pelo HCMV nos recém-nascidos é a cultura celular. No entanto, este método apresenta algumas limitações, que podem reduzir significativamente a sensibilidade da técnica. Assim, este trabalho teve como objectivo estudar a possibilidade de aplicar um método de nested PCR ao diagnóstico de infecção congénita por HCMV, utilizando amostras de urina colhidas em papel de filtro, para tal 273 amostras foram obtidas a partir de recém-nascidos entre a 1ª e a 3ª semana de vida. O diagnóstico de infecção congénita por HCMV foi demonstrado pela cultura celular. Das 273 amostras de urina colhidas em sacos, dezoito (7%) foram positivas para o HCMV e 255 foram negativas. As 18 urinas positivas e 100 negativas foram aplicadas em papel de filtro e testadas por nested PCR, tendo-se verificado uma correlação total entre o método de referência e o método em estudo. Assim, a pesquisa do DNA do HCMV em urina colocada em papel de filtro revelou uma sensibilidade e especificidade de 100% em comparação com a cultura celular. Como se verificou uma correlação total dos resultados, testou-se um total de 155 urinas, colhidas em papel filtro colocado directamente nas fraldas de recém-nascidos. De todas as urinas testadas não foi possível confirmar a detecção de nenhum positivo uma vez que não se obteve nenhum, no entanto não se detectou nenhum falso positivo. Os resultados sugerem que o método é um teste confiável para o diagnóstico de infecção congénita por citomegalovírus, quando utilizado em amostras de urina colhidas nas três primeiras semanas de vida. Assim, este procedimento poderá constituir uma alternativa prática, rápida e económica ao método de cultura celular, podendo as amostras serem facilmente transportadas e guardadas à temperatura ambiente.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1766
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