Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/1973
Título: Ler, um acto com sentido...: reflexões sobre a importância da leitura em sala de aula
Autor: Amado, Irene Teresa Barreto
Orientador: Sardinha, Maria da Graça Guilherme D’Almeida
Palavras-chave: Manuais escolares
Data de Defesa: Jun-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Cada vez mais, os professores deparam-se com alunos que, em muitos casos, não gostam de ler. De facto – e contrariando todas as estatísticas de alfabetização, que nos dizem que há cada vez mais portugueses alfabetizados –, atrevemo-nos a dizer que há cada vez mais alunos que não sabem ler. Polémica, esta afirmação? Não nos parece. Na nossa óptica, apenas constatação de uma realidade. Com efeito, é verdade que há cada vez mais portugueses que conhecem os signos linguísticos, mas será igualmente verdade que realmente sabem ler? E o que é que consideramos “saber ler”? Identificar os signos linguísticos, saber ver um texto escrito e ler / pronunciar as palavras que dele fazem parte? Ou antes identificar o seu conteúdo, a mensagem que esses signos nos querem transmitir? Consideramos que, obviamente, a resposta correcta será a segunda, isto é, “ler” é identificar e interpretar o conteúdo de um texto, ir além do mero conhecimento dos signos linguísticos, colocar toda a nossa experiência e os nossos conhecimentos do mundo e da vida ao serviço deste acto tão sublime que é a leitura. Com efeito, ler pode parecer um acto muito simples, muito fácil. Porém, se entendermos a leitura como um acto com sentido, se considerarmos que o fundamental é precisamente o sentido que damos ao que lemos, então dar-nos-emos conta de que as disciplinas de Língua Portuguesa e de Língua Estrangeira podem ter um papel fundamental no processo de ensino/aprendizagem desta competência. Os professores de Língua Portuguesa e de Língua Estrangeira debatem-se, frequentemente, com o problema da falta de motivação dos seus alunos para a aprendizagem e para a leitura. E os dois conceitos estão, na nossa perspectiva, intimamente relacionados: de facto, um aluno que não está motivado para a leitura, que não gosta de ler, estará motivado para a aprendizagem de uma língua, seja ela a sua língua materna ou uma língua estrangeira? Acreditamos que não. E temos a audácia de apontar estratégias que permitam motivar os nossos alunos para a aprendizagem desta habilidade que é a leitura. O trabalho que a seguir apresentamos divide-se, pois, em duas partes fundamentais: uma primeira, de carácter mais teórico; porém, como não acreditamos numa teoria estéril, vazia, procuraremos proporcionar muitas incursões ao mundo da prática lectiva. E uma segunda, exclusivamente dedicada a este ano de prática pedagógica (o chamado “estágio lectivo”), na qual nos debruçaremos exclusivamente sobre a prática lectiva que desenvolvemos. Assim, na primeira parte do trabalho, começaremos por reflectir sobre a importância do portfólio, particularmente na perspectiva do professor/formando, actor em constante aprendizagem e evolução no filme da sua vida, protagonista de um sistema com o qual nem sempre está de acordo. Continuaremos, em seguida, com uma reflexão sobre a importância – ou não – da utilização de manuais nas aulas de Língua Portuguesa e de Língua Estrangeira, partindo depois para a análise, na dimensão da leitura compreensiva, de dois destes manuais destinados a alunos do 7º ano de escolaridade. No contexto desta análise, procuraremos ver como aparece a leitura em cada um destes manuais, que tipo de textos aparece, que tipo de questionário é formulado,… De seguida, apresentaremos a Equipa Compreensão, que criámos no âmbito do projecto europeu “Signes et Sens” e que nos ajudará a desenvolver, nos nossos alunos, o gosto pela leitura, uma vez que nos permitirá ensiná-los a realmente conseguir “LER” um qualquer texto que se lhes apresente (sim, porque, como veremos, a leitura compreensiva pode ser ensinada!). De facto, numa época em que a leitura foi substituída por outros interesses, num contexto em que os computadores e todas as formas de jogos electrónicos, a internet e a televisão por cabo (com canais para todos os gostos aos quais a maioria dos nossos alunos tem acesso) substituíram o prazer de pegar num livro, de sentir o quão fantástico pode ser tê-lo nas nossas mãos, parece-nos importante remar um pouco contra a maré, lutar contra o marasmo em que muitas vezes a escola se tornou, desafiar os nossos alunos a querer mais do que a mediocridade, a esforçar-se por ler um texto e, finalmente a gostar de o fazer e a querer efectivamente fazê-lo. A segunda parte deste trabalho tem um carácter eminentemente prático, já que baseado na prática pedagógica que desenvolvemos. Como tal, apresenta-se na primeira pessoa do singular. Assim, começaremos por apresentar a escola em que desenvolvemos a nossa actividade, bem como as turmas de Espanhol Língua Estrangeira II com que trabalhamos (uma de 7º ano, nível de Iniciação e outra de 11º ano, nível de Continuação). Num momento posterior, apresentaremos os materiais que criámos para as aulas assistidas pela Formadora da Universidade, reflectindo sobre eles, sobre o que correu bem e o que poderia ter corrido ainda melhor, sobre o que não resultou como esperávamos, sobre o que poderemos alterar na nossa prática profissional para concretizar todos os objectivos a que, no início de cada ano, nos propomos, … Procuraremos que esta segunda parte do trabalho seja, efectivamente, a concretização das nossas reflexões relativamente à importância do portfólio, e que destas reflexões possam sair instrumentos úteis para a consecução do processo de ensino/aprendizagem como o queremos: tranquilo, divertido, curioso, explorador, concretizador, dinâmico, capaz de desenvolver competências e de encontrar estratégias de melhoramento e de aperfeiçoamento, enfim, um processo em que o aluno, protagonista também neste filme que, repetimos, é a escola, possa ter um papel cada vez mais autónomo e mais interessado, um papel determinante para a concretização do nosso futuro, até porque aquele velho chavão não deixa de ser uma realidade: os jovens de hoje são o nosso amanhã! Que os possamos ajudar a ser cada vez melhores e mais competentes, para que o nosso próprio futuro possa ser risonho! E que este trabalho se revele útil nesse sentido!!!
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/1973
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