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Título: A liberdade como apanágio do ser racional
Autor: Aires, Fabiana de Jesus Santos
Palavras-chave: Immanuel Kant
Hannah Arendt
Filosofia política
Filosofia moral
Data de Defesa: Ago-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Falar de liberdade não é falar de uma ideia só, mas de múltiplas ideias que não são, certamente, ideias do mesmo, pois, a liberdade move povos quer como ideal a perseguir quer como direito a preservar. Teoricamente, a importância do conceito de liberdade é dada pelo valor funcional que cumpre ou se disputa a cumprir em contextos filosóficos tão diversos como a Ética, a Teoria Política, ou a Antropologia Filosófica. No entanto, existe uma tão extraordinária quanto clássica questão em torno da metafísica da liberdade a saber: pode haver liberdade? Ou, que pode a liberdade ser? Antes, a liberdade era vista como resultado de batalhas e de imposição de vontades e justiças. Deste modo, a filosofia kantiana expressa como nenhuma outra a urgência moderna da autonomia do sujeito não, apenas e simplesmente, como condição de possibilidade do conhecimento filosófico mas, e principalmente, como exigência e condição da liberdade. Assim, estabelecer a partir da natureza do conhecimento uma filosofia que, como saber puro, permita determinar racionalmente o princípio supremo de toda a moralidade e propor, posteriormente, a liberdade como condição dessa moralidade, ou seja, como capacidade de iniciar um processo causal, à semelhança de Hannah Arendt cujo pensamento se concentra na ideia de que ser homem e ser livre são uma e a mesma coisa, pois, Deus criou os homens para introduzir no mundo a faculdade de começar: a liberdade, quer como atributo da vontade quer como condição política, é o nosso objectivo. Para levar a bom termo a tarefa de que nos incumbimos procuramos a partir da necessidade de uma filosofia pura prática e, por isso, da determinação de um princípio supremo da moralidade indicar questões essenciais que devem ser consideradas quando se inicia a tarefa de fundamentar uma filosofia moral em bases racionais, ou seja, puras e a priori e apresentar quais são as concepções de liberdade que Hannah Arendt foca e salienta quer na sua relação com a vontade quer na sua relação com a política. Assim, a necessidade de uma lei moral, a sua independência em relação a toda e qualquer experiência humana, o conceito de obrigação de uma vontade perante a universalidade do princípio da moralidade como condição de uma vontade boa, a liberdade como autodeterminação pura da vontade e a autonomia como expressão da Liberdade em Kant, e a liberdade como atributo da vontade ou como raison d’être da política em Hannah Arendt, serão algumas das questões prévias que colocaremos como cenário desta investigação filosófica. Pois, os homens por terem recebido a dupla dádiva da liberdade e da acção são capazes de estabelecer uma realidade própria quer como acção subordinada ao dever, por respeito à lei moral, quer como raison d’être da política.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2057
Aparece nas colecções:FAL - DCA | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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