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Título: Papel das metalotioneínas I-II na regulação do estado de activação da microglia pelas astrócitos
Autor: Rodrigues, Diana Vanessa Cunha
Data de Defesa: Out-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A doença de Parkinson é caracterizada pela perda selectiva de neurónios dopaminérgicos na substantia nigra pars compacta. A origem desta doença não é completamente compreendida e têm sido propostas diversas hipóteses em relação aos possíveis factores envolvidos na degeneraração e perda dos neurónios dopaminérgicos nesta região. Entre elas, encontra-se a neuroinflamação, que é cada vez mais reconhecida como o principal factor na patogénese da doença de Parkinson. Inúmeras evidências têm sugerido que as células microgliais são a fonte predominante de inflamação que contribui para a neurodegeneração dopaminérgica. Os astrócitos desempenham funções importantes na manutenção da função normal do cérebro, podendo actuar como reguladores fisiológicos prevenindo as respostas microgliais inflamatórias excessivas. No entanto, pouco se sabe sobre a forma como os astrócitos modulam a activação microglial. Dada a relevância das interacções astrócitos-microglia na regulação da neuroinflamação, é importante identificar mediadores envolvidos neste processo, os quais podem actuar como agentes anti-inflamatórios naturais no cérebro. Neste trabalho, o principal objectivo foi o estudo do efeito da MT-I/II libertada pelos astrócitos na activação microglial induzida pelo agente inflamatório Zymosan A. Para a determinação do efeito da MT-I/II na actividade microglial, culturas primárias de microglia do mesencéfalo ventral foram previamente expostas, a meio condicionado de astrócitos (ou meio de cultura – controlo), e posteriormente tratadas com 0.5 μg/mL de Zymosan A. Verificou-se que a pré-incubação das células microgliais com o meio condicionado de astrócitos preveniu o aumento da actividade microglial induzida pelo Zymosan A, mantendo a actividade fagocítica bem como os níveis de produção de NO semelhantes aos níveis de controlo. Para avaliar a importância da MT-I/II libertada pelos astrócitos na prevenção da activação microglial induzida pelo Zymosan A, foi usado um anticorpo primário de forma a bloquear a acção da MT-I/II, presente no meio condicionado pelos astrócitos. Assim, este meio foi tratado com anti-MT-I/II e, adicionado às culturas de microglia posteriormente expostas a Zymosan A. Observou-se que o bloqueio da acção da MT-I/II previne completamente a activação microglial induzida pelo Zymosan A. A importância da MT-I/II na prevenção da activação microglial induzida pelo Zymosan A foi confirmada em experiências semelhantes mas utilizando anticorpo anti-MT-I/II desnaturado. De seguida avaliou-se o efeito da adição da MT-IIA na modulação da reactividade microglial. Os resultados mostraram que a MT-IIA previne eficazmente a activação microglial induzida pelo Zymosan A. O modo como estas metalotioneínas modulam a reactividade microglial e os receptores envolvidos não é ainda conhecido. Os receptores de metalotioneínas LRP1 e megalina são possíveis candidatos a testar. Assim, avaliou-se a expressão do receptor LRP1 pela microglia do mesencéfalo ventral por imunocitoquímica, verificando-se que o mesmo é expresso nestas células. Assim, trabalhos futuros deverão avaliar a sua contribuição para o efeito anti-inflamatório das MT-I/II, em particular da MT-IIA. Em resumo, os resultados obtidos neste trabalho demonstraram que as MT-I/II e, em particular a MT-IIA, libertadas pelos astrócitos, são capazes de modular as respostas inflamatórias microgliais. Estes resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de uma possível terapia de prevenção da neuroinflamação, e indirectamente reduzir o desenvolvimento da Doença de Parkin
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2068
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