Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/2167
Título: As constantes e variáveis da casa do emocional ao formal: a forma primitiva, a contemporaneidade e a (eco)sustentabilidade
Autor: Gomes, Patrícia Alexandra Gonçalves
Orientador: Fernandes, Miguel Mendes do Amaral Santiago
Rodrigues, António Jacinto
Palavras-chave: Habitação contemporânea
História da habitação
Data de Defesa: 2009
Resumo: Desde sempre o Homem procurou um lugar para ―habitar‖. A necessidade de se abrigar e a procura de um posicionamento no mundo, suscitaram a construção de um lugar; onde o Homem, para além de se abrigar fisicamente, abriga-se o seu Ser. Neste percurso, a forma estereotómica da caverna, deu lugar à tectónica insípida da cabana (arquétipo da casa e da arquitectura), e esta, por sua vez, fundamentou a origem da casa. Nesta medida, que a casa é equacionada como um lugar do habitar do Homem e, na sua essencialidade, determina a morada do mesmo, no mundo. A casa, como objecto arquitectónico, é composta por um conjunto de constantes e variáveis, que na sua essência, constroem a dimensão emocional e formal da casa (respectivamente). As evidências emocionais expõem a necessidade do homem encontrar na casa um lugar de morada e de-mora; onde deposita memórias e imagens, que lhe permitem reencontrar o aconchego do ventre materno, a segurança e os valores de intimidade do ninho primordial. As evidências formais, por sua vez, configuram esta mesma necessidade. É nesta relação essencial que o homem encontra o retorno às origens; consagrando as formas desta ―casa emocional‖, essencial; numa forma significante, universalmente reconhecida. Ao longo do tempo o conceito de casa foi delapidado pelo tempo e sujeito a mutáveis metamorfoses do homem e da sociedade. As dimensões (emocional e formal) da casa foram um papel químico das constantes mutações antropológicas, sociais, tecnológicas, políticas, filosóficas e mesmo arquitectónicas. O tempo dissolveu o homem fenomenológico, expondo o homem tecnológico e ―robotizado‖. A casa primordial (fenomenológica, existencialista) deixou de constituir o lugar único de morada e de-mora sobre o mundo, para passar a ser um objecto da cultura material, o símbolo tangível da face social do homem. A designada, ―casa da cidade‖ codificou o rumo da casa até à contemporaneidade. Hoje, o conceito de casa (e a Arquitectura em geral) exige uma nova dimensão (emocional e formal), mas; numa corrente quase oposta, pretende-se reencontrar a sua essencialidade. A demanda de um desenvolvimento ecologicamente sustentável, tem procurado reconstruir a relação entre o homem e o meio ambiente, e neste processo, a casa tem sido um modelo da arquitectura ecologicamente sustentável; procurando-se reencontrar soluções e práticas construtivas nos modelos da Arquitectura Vernacular. Como referência, salientamos as casas da Arquitectura Popular Portuguesa, onde os arquitectos portugueses têm recuperado técnicas e práticas construtivas, que permitem reintegrar a casa num processo cíclico, ecologicamente sustentável. As intuições tectónicas que caracterizam estas casas, são manifestações empíricas de processos eco-sustentáveis, que marcam a identidade da casa com o lugar natural, social e cultural onde se inserem.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2167
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de mestre em Arquitectura
Aparece nas colecções:FE - DECA | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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