Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/2263
Título: Dinâmicas culturais como detonantes do desenvolvimento local: proposta para a cidade da Covilhã
Autor: Carvalho, Joana Manteigueiro de
Orientador: Suárez, María Candela
Jular, Jorge E. Ramos
Palavras-chave: Desenvolvimento urbanístico
Arquitectura urbana
Data de Defesa: 2011
Resumo: Nos últimos anos tem-se assistido a um movimento global que repensa o planeamento, o desenvolvimento e a gestão das cidades: as “cidades criativas”. Este conceito surgiu no final dos anos 80 do século XX como resposta ao facto das cidades se estarem a debater e a reestruturar com as mudanças das condições globais económicas e sociais. Na última década esta temática tem sido bastante desenvolvida e aplicada, destacando-se nos meios académicos e políticos. Como principais impulsionadores deste conceito surgiram teóricos como Richard Florida ou Charles Landry. As “cidades criativas” são cidades em que o desenvolvimento urbano é estimulado e apoiado através de actividades criativas e culturais, com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Deste modo, o conceito de cidade criativa tem como elemento fundamental a cultura, cultura esta que deve conduzir à humanização e revitalização das cidades, tornandoas mais eficientes e produtivas, conseguindo estimular a imaginação e talento dos cidadãos. Nas “cidades criativas” valoriza-se a diversidade cultural e social e ambiciona-se a constituição de espaços urbanos com qualidade, onde é agradável viver, trabalhar e estudar. Considerar a realidade cultural e criativa de uma cidade na criação dos seus diversos espaços, numa perspectiva de planeamento contemporâneo, pode promover as bases para a criação de novas competitividades e intervenções urbanas. O papel dos arquitectos no desenvolvimento das cidades criativas é fundamental, bem como misto. Para além de fazerem parte da classe criativa que “constrói” e dinamiza estas cidades, também beneficiam em grande parte da plataforma que é criada. Os arquitectos têm um papel essencial na cidade visto que são eles que idealizam grande parte do ambiente construído, pesando também sobre eles a responsabilidade da criação de espaços humanizados e agradáveis, e, no contexto desta dissertação, novos espaços para a experimentação, a inovação e o espírito empresarial, que fomentem ambientes favoráveis à criatividade, cultura e interacção social, “contagiando” positivamente toda a região e sociedade em que se inserem. Nesta dissertação realizou-se uma investigação teórica profunda acerca deste novo paradigma de desenvolvimento das cidades, focando-se o tipo de espaços e infra-estruturas que a classe criativa procura. Foi realizado um diagnóstico à cidade da Covilhã que permitiu concluir que esta cidade reúne condições favoráveis, cumpre alguns dos requisitos básicos e demonstra potencial para que se possa apostar no desenvolvimento de uma “economia criativa” e para atingir muitas das características das “cidades criativas”. Com base neste diagnóstico e nos conhecimentos teóricos adquiridos com a investigação foram criadas uma série de estratégias de desenvolvimento cultural e criativo e propostas de intervenção arquitectónica para a Covilhã. O conjunto de soluções arquitectónicas apresentado consiste na proposta de três infraestruturas de suporte à cultura e à criatividade de carácter público, estrategicamente relacionadas, situadas em diferentes espaços (actuais vazios urbanos/ruínas) no centro histórico da cidade, mais precisamente na zona intra-muralhas.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2263
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de Mestre em Arquitectura
Aparece nas colecções:FE - DECA | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento



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