Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/2280
Título: Força reactiva em ciclo muscular de alongamento-encurtamento: revisão perspectivada
Autor: Carvalho, Davide João de Almeida
Orientador: Marques, Mário António Cardoso
Palavras-chave: Treino desportivo
Alongamento-encurtamento
Data de Defesa: 2010
Resumo: Este trabalho tem como objectivo clarificar os conceitos bem como mecanismos fisiológicos, biomecânicos e neuromusculares intervenientes nas contracções cíclicas de alongamento encurtamento (CAE). Este tipo de acções neuro-musculares são usadas na maioria dos movimentos naturais, aumentando a eficácia ou eficiência dos movimentos, tornando-se por isso decisivas nas actividades desportivas. Estas contracções cíclicas podem ter formas completamente distintas. Schmidtbleicher (2003) divide claramente em dois tipos diametralmente opostos: O CAE curto e o CAE longo. No entanto, a grande maioria da literatura não faz esta distinção. Assim, os estudos clássicos demonstram que um CAE rápido e intenso (tipo Drop Jump ou passada de corrida) permite reutilizar na contracção concêntrica a energia acumulada nos componentes elásticos do músculo durante a fase de alongamento. Esta acção conta também com a integração e sincronização de reflexos proprioceptivos que permitem que o músculo funcione como um elástico, em que a força do alongamento se reflecte na força do encurtamento, com vantagens para a eficiência muscular. (Komi e Gollhofer, 1997) Acontece que existem CAEs lentos (tipo CMJ, ou arremesso) em que não estão presentes os pressupostos do CAE rápido, intenso e eficiente abordado pela maioria dos estudos clássicos. A falta de uniformização de conceitos e de discriminação dos tipos de CAE leva alguns investigadores a encontrarem resultados contraditórios e a consequentes interpretações erróneas. O CAE longo baseia a sua performance num longo percurso de contracção concêntrica, desenvolvido pela componente contráctil do músculo (ao contrário do CAE curto), tendo a energia elástica e os reflexos um papel secundário, embora relevante. Ou seja, os autores que investigam o CAE longo sem o discriminar do CAE curto vêm contrariar os estudos clássicos, demonstrando grandes gastos energéticos, e reduzido aproveitamento de energia elástica armazenada (Iggen Schenau e col., 1997). Este trabalho pretende também debruçar-se sobre a problemática das características viscoelásticas dos Complexos Mio-Tendinosos (CMT). Segundo vários autores, estas características são responsáveis pela grande disparidade de resultados inter-individuais e mesmo intermusculares. (Ettema, 2001) Isto é, um indivíduo com uma estrutura muscular rígida será bastante eficiente na produção de força concêntrica, mas terá um mais baixo desempenho na execução de um CAE curto. Por outro lado, um indivíduo complacente obterá excelente prestação na execução de um CAE curto, mas dispenderá muito mais energia nas acções musculares concêntricas.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2280
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de mestre em Ciências do Desporto
Aparece nas colecções:FCSH - DCD | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
Tese Davide.pdf795,29 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.