Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/2346
Título: Uma questão de espaço: protótipo de alojamento mínimo flexível
Autor: Fareleira, Ana Raquel Martins
Orientador: Candela Suárez, María
Palavras-chave: Teoria vitruviana
Espaço mínimo
Data de Defesa: 2012
Resumo: Em pleno século XXI, qualquer pessoa atenta, espectadora desse filme tão aclamado chamado “vida”, tem noção da permanente transformação da sociedade e dos seus hábitos, sustentada pelos recentes conceitos de mobilidade, portabilidade e rentabilização total do tempo. Estas alterações sociais e a sua forma de pensar reflectem-se no modo de vida das pessoas, na economia, na política, na educação, na história, e acima de tudo, na arquitectura, sendo que esta última tem que ser capaz de se adaptar e acompanhar esta progressiva mudança da sociedade. Assim, a arquitectura contemporânea surge como o ponto de transição, devendo ser considerada como um elemento impulsionador da criatividade arquitectónica conceptual, formal e material, aproveitando os recursos naturais, de modo a ser criada uma arquitectura económica e sustentável. Neste sentido, e numa tentativa de aproximação da arquitectura às necessidades permanentes do Homem, a escolha do tema desta dissertação tem por base o espaço mínimo habitável, considerando o arquitecto como criador do espaço com capacidade de perceber estas problemáticas, de forma a apresentar com soluções viáveis, intemporais e/ou em conformidade com a época em que vive. Deixamos para trás os grandes espaços arquitectónicos sobre os quais existe já uma grande quantidade de teorias, reflexões e informação. Para além disso, e uma vez que nos encontramos numa época de contenção, torna-se oportuno nesta dissertação, desenvolver a arquitectura de espaço mínimo conjugada com a sua consequente flexibilidade. Assim, nesta dissertação pretende-se estudar os hábitos e actividades exercidas na casa, bem como as funções que esta deve desempenhar, prevendo as actividades praticadas nos espaços internos sociais e nos privados. Deste modo, pretende-se levar à mínima expressão a questão da habitação, devendo esta ser funcional e flexível para que rapidamente o habitante se movimente e realize as suas necessidades enquanto Ser Humano. Apesar de apenas recentemente se ter começado a estudar intensa e internacionalmente o espaço mínimo, este é um tema que na prática aparece desde os primórdios da arquitectura, sendo a cabana primitiva o exemplo de excelência. Segundo Vitrúvio: Uns começaram a fazer cabanas com folhas, e outros a escavar cavidades nas montanhas; outros, imitando o engenho das andorinhas, realizavam, com pequenos galhos de árvore e terra mole, locais em que pudessem abrigar-se, e cada um, considerando a obra de seu vizinho, aperfeiçoava suas próprias invenções sobre as observações que fazia sobre a dos outros; e a cada dia faziam-se progressos na maneira de construir cabanas, pois os homens, cuja natureza viii é dócil e voltada à imitação, glorificando-se das suas invenções, comunicavam todos os dias aquilo que haviam inventado de novo.1 Verifica-se, portanto, que o conceito de cabana foi evoluindo, associando-se hoje em dia a habitações de espaço mínimo. Perceber a lógica desta evolução para a aplicar em futuras propostas implica, necessariamente, estudar as dimensões antropométricas do Homem como utilizador desse espaço mínimo, de modo a que haja uma adaptação da arquitectura ao Homem e não o contrário. Podem-se destacar dois casos de excelência, onde se manifesta a preocupação da adaptação da arquitectura ao Homem: 1) Leonardo Da Vinci, por volta de 1490 realiza o então conceituado desenho do Homem Vitruviano, onde se encontram previstas as diversas relações e proporções entre o corpo humano e as suas partes, tendo-se por esse motivo tornado o símbolo do Renascimento, em que o Homem apresenta o papel central, quer na arquitectura, quer em todas as outras actividades humanas; 2) Le Corbusier, baseando-se nas regras do número de ouro, nos números de Fibonacci, bem como nas dimensões médias humanas, desenvolveu um sistema de medição, o “Modulor”, permitindo assim a projecção de uma arquitectura para o Homem, de acordo com as medidas humanas. Exemplos de obras de espaços mínimos onde Le Corbusier aplica estas teorias são a Célula de 14m2, o Cabanon e até os “apartamentos-célula” que inclui no programa das villas que projectou desde os anos 20 até aos 50. Com o estudo aprofundado destas temáticas pretende-se criar um sistema que permita integrá-las numa arquitectura mínima, e consequentemente flexível e adaptável ao Homem e às suas necessidades. A proposta resultará na conceptualização de um protótipo de uma célula habitacional mínima, onde estará prevista uma distribuição flexível e funcional do espaço, adaptada ao Homem, de modo a reflectir assim a base teórica em estudo.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2346
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de Mestre em Arquitectura
Aparece nas colecções:FE - DECA | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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