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Título: Transformação microbiológica de guaienos: biotransformação do guaiol
Autor: Barroso, Andreia Cristina
Orientador: Rodilla, Jesus Miguel
Rocha, Pedro Miguel
Palavras-chave: Biotransformação
Fungos
Data de Defesa: 2011
Resumo: Nos últimos anos, a biotransformação ou transformação microbiológica tem evidenciado o seu potencial nas mais variadas áreas e uma importante aplicação desta é na produção de novos compostos com diferentes actividades biológicas (principalmente a actividade antimicrobiológica). Para desenvolver este projecto de investigação foram utilizados dois fungos: o Rhizopus stolonifer e o Aspergillus niger. O produto natural a ser biotransformado foi um derivado de esqueleto guaiano, o guaiol, extraído da planta Bulnesia sarmientoi, que possui forte actividade biológica. O guaiol teve que ser purificado através de uma coluna cromatográfica realizada a partir da essência cristalizada da planta Bulnesia sarmientoi. Este produto foi purificado com cerca de 50 % de rendimento de purificação. Inicialmente para a biotransformação propôs-se utilizar um tempo de incubação de 13 dias, mas depois, e tendo em conta os resultados obtidos para o tempo proposto optou-se por testar também para 5 dias de incubação. Depois da biotransformação foi feita a extracção dos produtos com solventes orgânicos. Procedeu-se à evaporação do solvente e obteve-se uma mistura de compostos. A sua separação foi efectuada através de uma coluna cromatográfica (coluna de sílica gel) e os mesmos foram caracterizados por diferentes técnicas espectroscópicas. Foram realizados espectros de infravermelho (IV), espectros de ressonância magnética nuclear de protão e de carbono (1H-RMN e 13C-RMN) e realizou-se o seu espectro de massa por cromatografia de massa gasosa (GC-MS). Conseguiram obter-se dois produtos, um com cada fungo e para um tempo de incubação de 13 dias. Para um período de 5 dias a biotransformação não se mostrou ser efectiva para nenhum dos microrganismos. Para o fungo Rhizopus stolonifer obteve-se um composto com 6 mg, de fórmula química C15H24O2, o 9-hidroxi-5,11-epoxiguaien-1-eno, e para o Aspergillus niger obteve-se um composto com 12,5 mg, de fórmula química C15H26O2, o 11,15-dihidroxiguaien-1(5)-eno. Como tal, concluiu-se que a biotransformação com o Aspergillus niger durante 13 dias foi mais eficiente, sendo este fungo mais sensível ao substrato, mostrando-se mais selectivo.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2478
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de mestre em Química Industrial
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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