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Título: Efeito do óxido nítrico na proteína Tau : implicação na doença de Alzheimer
Autor: Pinheiro, Sara Isabel dos Santos
Orientador: Lorenzo Benayas, Maria Jesús
Cascalheira, José Francisco da Silva
Palavras-chave: Doença de Alzheimer - Proteína Tau
Doença de Alzheimer - Óxido nítrico
Data de Defesa: 2010
Resumo: A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurológica progressiva associada ao envelhecimento. Clinicamente, é caracterizada por um comprometimento da memória resultando em demência severa, podendo levar à morte dos indivíduos afectados. Como características patológicas, destacam-se a presença de numerosos emaranhados neurofibrilares (NFTs) e de placas senis (SPs) que são depósitos extracelulares de proteína β-amilóide (βA). Os NFTs são redes de filamentos compactos compostos essencialmente por proteína tau hiperfosforilada. A proteína tau é uma proteína associada a microtúbulos (MAP), participando na sua associação e estabilização, e ligando estes polímeros aos filamentos do citoesqueleto contribuindo deste modo para a manutenção da morfologia neuronal e para a formação dos prolongamentos axonais e dendríticos. Estas funções são reguladas pelo seu nível de fosforilação. A DA tem a sua origem numa combinação de vários factores, incluindo a idade, genética, factores ambientais e características de risco. Tem-se referido o óxido nítrico (NO) como estando relacionado com muitos dos mecanismos patológicos da DA. De facto, têm-se observado danos neuronais mediados quer por NO quer por peroxinitritos, e existem indícios de que o NO pode estar envolvido na origem do A e dos NFTs. Assim, neste trabalho colocou-se a hipótese de que o NO pode influenciar de algum modo a proteína tau, e assim comprometer a comunicação neuronal. Para avaliar esta hipótese usaram-se neuroblastomas humanos submetendo-os a alguns doadores de NO e analisando o efeito destes por Western blot e por imunofluorescência. Nos resultados de Western blot detectou-se um aumento de tau dependente da concentração do doador de NO, não relacionado com a sua expressão, concluindo-se então que pode relacionar-se com a inibição da sua degradação. Nos resultados de imunofluorescência foi observado que a proteína tau e os neurofilamentos se acumulam no citoplasma. Além disso, observou-se uma perda de dendrites e axónios quando aplicada a concentração de doadores de NO que produz um maior nível de tau. Porém, não se pode afirmar que estes resultados são a consequência do aumento do nível de tau, do efeito do NO ou de ambos. Deste modo, serão necessários mais estudos para entender melhor os efeitos do NO e peroxinitritos na proteína tau.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2947
Designação: Mestrado em Bioquímica
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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