Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/2983
Título: O impacto da dor crónica na qualidade de vida do indivíduo
Autor: Fonseca, Sara Correia
Orientador: Franco, Mário
Palavras-chave: Qualidade de vida -- Saúde
Qualidade de vida -- Emprego
Data de Defesa: 2010
Resumo: O decurso de novos hábitos de vida, a maior longevidade do indivíduo, o prolongamento da sobreviva dos doentes e o ambiente em que vivemos, parece aumentar a ocorrência de dor, especialmente, a dor crónica. Esta dor pode ter repercussões na qualidade de vida dos indivíduos. Face a esta problemática, o objectivo deste estudo foi, precisamente, avaliar o impacto da dor crónica na qualidade de vida do indivíduo e, mais especificamente, pretendeu-se: (1) caracterizar sócio – demograficamente os doentes com dor crónica em consulta da dor no Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB); (2) medir a qualidade de vida dos indivíduos portadores de dor crónica; e (3) verificar se existe alguma relação entre a dor crónica e a qualidade de vida dos indivíduos portadores desta doença. Para alcançar estes objectivos, optou-se por uma abordagem de investigação quantitativa e o instrumento de recolha de dados foi um questionário de características sócio - demográficas, e um Instrumento genérico para avaliação da qualidade de vida (Medical Outcomes Short- Form Health Survey: SF - 36). O questionário foi administrado junto de uma amostra aleatória de 114 utentes, inscritos na consulta de Dor do CHCB. Face aos resultados obtidos, concluiu-se que a dor crónica é uma situação que limita a vida dos seus portadores e tem repercussões a nível emocional, social/familiar, físico, entre outros aspectos. Verificou-se ainda que qualidade de vida do doente crónico é influenciada por algumas variáveis sócio demográficas. Quando se pretendeu medir a qualidade de vida dos indivíduos portadores de dor crónica, inscritos na consulta da Dor do CHCB, em termos gerais concluiu-se que mais de metade dos utentes consideram a sua saúde “razoável”. Deste modo, pode-se inferir que a dor crónica interfere com as actividades (violentas, moderadas, levantar ou carregar as compras da mercearia, etc…) da vida diária dos indivíduos. Mais precisamente, verifica-se que as pessoas com dor crónica tem limitações em actividades da vida diária, como caminhar, carregar compras da mercearia, inclinar-se, ajoelhar-se ou baixar-se, e até mesmo em actividades de auto-cuidado como tomar banho e vestir-se de forma independente. No que respeita às alterações emocionais, concluiu-se que os inquiridos sentiram que, no último mês, a sua saúde física e/ou problemas emocionais interferiram moderadamente com o seu relacionamento normal com a família e que a dor interferiu extremamente com o seu trabalho normal. Existe, de facto, uma relação entre a dor crónica e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos Apesar das limitações subjacentes ao presente estudo, considera-se, no entanto, que foram atingidos os objectivos propostos. Aguarda-se pois, que este trabalho possa constituir-se como um estímulo à reflexão e à produção de futuras investigações acerca da problemática que envolve a qualidade de vida no indivíduo com dor crónica.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/2983
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de mestre em Gestão de Unidades de Saúde
Aparece nas colecções:FCSH - DGE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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