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Título: Desenvolvimento de um biomaterial de alumina para futura aplicação em regeneração óssea
Autor: Rodrigues, Miguel Ângelo Azenha
Orientador: Correia, Ilídio Joaquim Sobreira
Palavras-chave: Tecido ósseo
Doenças ósseas
Biomateriais
Biomateriais - Aplicação clínica
Scaffold - Alumina
Regeneração óssea - Biomaterial de alumina
Data de Defesa: 2010
Resumo: O osso é um tecido conjuntivo muito complexo, e é um dos mais resistentes do organismo. É fundamental na capacidade de carga do esqueleto, e apresenta funções mecânicas, metabólicas, de suporte e de protecção. As lesões ósseas ocorrem devido à idade, mas também devido a traumatismos e doenças. O processo de reparação óssea é muito dinâmico e envolve uma série de fenómenos: migração, diferenciação, proliferação celular e síntese da matriz extracelular óssea. Quando um biomaterial é inserido num defeito ósseo, o organismo reconhece o biomaterial como um corpo estranho, desencadeando um conjunto de respostas que visam a reparação óssea, mas podendo também rejeitar o biomaterial e desencadear uma resposta inflamatória. Neste trabalho, um novo scaffold de alumina foi produzido, através de um processo inovador, para que futuramente possa ser usado na regeneração. O material foi caracterizado mecanicamente, através de ensaio de dureza, resistência, porosidade e absorção de água. Biologicamente, o material foi caracterizado através de ensaios in vitro com osteoblastos humanos: ensaio do brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il) -2,5- difeniltetrazolio], para avaliar a citotoxicidade do mesmo, e Microscopia Electrónica de Varrimento, para observar a adesão ou não das células ao material. Foram também realizados ensaios in vivo, inserindo o material em defeitos ósseos induzidos em ratos Wistar, de modo a caracterizar o material quanto à sua biocompatibilidade e capacidade de osteointegração. Os ensaios mecânicos revelaram que o material possui uma elevada resistência mecânica, assim como uma densidade semelhante à do osso, e uma porosidade que permite os osteoblastos aderirem ao material. Os ensaios in vitro, revelaram que o material não é citotóxico e que permite a adesão celular na sua superfície. No entanto, os resultados in vivo, não confirmaram os dados obtidos in vitro, uma vez que a análise histológica revelou que o material induz inflamação a curto e a longo prazo no local de implantação. Tal resultado, permite afirmar, que este material desencadeia uma resposta inflamatória local, tendo estes resultados relevância clínica, uma vez que a alumina é muito usada no revestimento de próteses dentárias e femorais, e desse modo, este trabalho levanta algumas questões quanto à fiabilidade de se usarem dispositivos produzidos com este material, e em que o mesmo contacta directamente com os tecidos.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3029
Designação: Mestrado em Bioquímica
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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