Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/3120
Título: Medicamentos antidepressivos: perfil de utilização, efeitos secundários e interações medicamentosas
Autor: Vale, João Joaquim Alves Ribeiro Barreiros do
Orientador: Silvestre, Samuel Martins
Palavras-chave: Fármacos antidepressivos
Farmácia comunitária
Farmácia hospitalar
Tratamento da depressão
Data de Defesa: 2013
Resumo: Este documento encontra-se dividido em três capítulos. No primeiro e no segundo, são abordadas as experiências profissionalizantes nas vertentes de Farmácia Comunitária e Hospitalar, respetivamente. Por fim, no terceiro capítulo, encontra-se desenvolvido o projeto de investigação, abordando um tema relacionado com as Ciências Farmacêuticas. O estágio em Farmácia Comunitária (Capítulo I) decorreu, no período de 4 de fevereiro a 4 de maio de 2013, na Farmácia da Sé, na Guarda e constituiu uma ótima preparação para os desafios esperados num, cada vez mais competitivo, mercado de trabalho. Observou-se o importante papel do farmacêutico, enquanto profissional de saúde e promotor do uso racional do medicamento. Durante o período do estágio tomou-se contacto com as diferentes áreas da farmácia comunitária. Após a realização deste estágio pôde constatar-se que o farmacêutico tem de estar preparado para lidar com todo o tipo de situações no seu dia-a-dia na farmácia, devendo, por esta razão, proceder a uma constante atualização profissional nas diversas áreas científicas do seu currículo. O estágio em Farmácia Hospitalar (Capítulo II) decorreu, entre os dias 6 de maio e 21 de junho, nos Serviços Farmacêuticos do Hospital Sousa Martins, na Guarda. Durante este período foi possível, não só, constatar a importância do farmacêutico hospitalar enquanto promotor do uso racional e seguro dos medicamentos e produtos farmacêuticos, como também contactar de perto com todos os profissionais de saúde dos diferentes serviços. Além disso, acompanhou-se a elaboração dos perfis farmacoterapêuticos de doentes de diferentes serviços clínicos (Pneumologia, Unidade de Cuidados Intensivos, Cirurgia Homens e Mulheres, Medicina A e B, Ortopedia Homens e Mulheres e Cardiologia). Por fim, contactou-se com todo o circuito de distribuição e legislação dos medicamentos hemoderivados, estupefacientes, psicotrópicos e de regime de ambulatório. Em Portugal, à semelhança de muitos outros países da Europa e do Mundo, assiste-se a uma crescente utilização dos fármacos antidepressivos. A produção científica respeitante a esta temática é limitada e, por isso, com o objetivo de avaliar o perfil de utilização destes fármacos, bem como os seus efeitos secundários e possíveis interações medicamentosas, desenvolveu-se este projeto de investigação (Capítulo III). Realizou-se um estudo observacional, do tipo descritivo e transversal, em 10 Farmácias Comunitárias da Região Centro e a amostra utilizada foi composta por 270 utentes utilizadores de fármacos antidepressivos. A informação foi obtida através da realização de inquéritos individuais. Recorreu-se a um tratamento estatístico descritivo e inferencial dos dados. Dos 270 utentes estudados, com idades compreendidas entre os 19 e os 84 anos, 191 eram mulheres (71%). A média de idades foi de 52 anos e os fármacos mais utilizados concomitantemente com os antidepressivos, foram as benzodiazepinas (90%). Os utentes que estavam a tomar um antidepressivo (regime de monoterapia) representaram 84% do total da amostra. De todas as classes farmacológicas, a mais utilizada (51,9%) foi a dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). Destes, a fluoxetina (25,7%), a sertralina (24,6%) e o escitalopram (23,9%) foram os mais prescritos. Em 42,2% dos inquiridos, o tratamento antidepressivo foi prescrito pelo Médico de Medicina Geral e Familiar e, em 38,5% dos casos, pelo Psiquiatra. Dos 270 utentes, 132 (48,9%) referiram sentir um ou mais efeitos adversos decorrentes do tratamento antidepressivo. Cerca de 25,6% dos utentes consumiram algum tipo de produto natural, juntamente com os antidepressivos, sendo que 82,6% desses utentes não o comunicaram ao médico. Assim, deste projeto de investigação, conclui-se que as mulheres utilizam mais fármacos antidepressivos do que os homens, os ISRS são os fármacos mais prescritos e o regime de monoterapia é o mais utilizado. Além disso, os fármacos antidepressivos não são totalmente desprovidos de efeitos adversos e há que ter em conta possíveis interações destes com outros fármacos e produtos naturais. O acompanhamento dos utentes e a monitorização da sua terapêutica são pontos-chave para o sucesso terapêutico e para evitar a utilização excessiva destes medicamentos.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3120
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de mestre em Ciências Farmacêuticas
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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