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Título: PCR como preditor de complicações sépticas pós-operatórias em cirurgia oncológica de resseção do colon esquerdo com anastomose primária em pacientes operados por cirurgia aberta, laparoscópica e laparoscópica com extração da peça por orifícios naturais (NOSE)
Autor: Pinto, Sara Teixeira
Orientador: Pereira, Joaquim Costa
Barata, Luís Taborda
Palavras-chave: Hemicolectomia esquerda
Complicações sépticas
Pós-operatório
Proteína c reativa
Data de Defesa: 2013
Resumo: Introdução: A resseção e anastomose do colon esquerdo pode ser realizada por três vias de abordagem (aberta, laparoscópica e laparoscópica com extração da peça por orifícios naturais). O objetivo do estudo é avaliar a diferença dos valores em pós-operatório da PCR de acordo com a via de abordagem, a sua variação com as complicações sépticas e o seu valor preditivo nestas complicações. Métodos: Efetuou-se a analise de uma base de dados prospetiva de doentes submetidos a cirurgia oncológica de resseção do colon esquerdo, com anastomose primária, entre Janeiro de 2010 a Setembro de 2012, avaliando o valor da PCR nas primeiras 48 e 72 horas de pós-operatório e das complicações séticas. A análise estatística foi efetuada com recurso ao programa IBM SPSS Statistics 19® utilizando os testes qui-quadrado, teste t studant, teste exato de Fisher, ANOVA e curva ROC. Resultados: Foram analisados 91 pacientes, 35 (38,5%) foram intervencionados por via aberta, 35 (38,5%) por via laparoscópica e 21 (23%) por via NOSE. Às 48h de pós-operatório, a média dos valores de PCR foi inferior na cirurgia laparoscópica em relação à cirurgia aberta (p=0,013). Não existe diferença significativa no valor de PCR até às 48 horas, quando se comparam os grupos com complicações e sem complicações. No grupo submetido a laparoscopia, verificou-se uma diferença significativa no valor de PCR nas primeiras 72 horas entre os doentes com complicações e os doentes sem complicações (p=0,028). Nos doentes submetidos a cirurgia aberta e NOSE verificou-se apenas uma tendência (p=0,172 e p=0,115 respetivamente). Para as complicações séticas foi estabelecido um valor cut-off da PCR de 149 mg/L na amostragem da totalidade dos doente. O valor de cut-off variou consoante a via de abordagem, sendo 142 mg/L na via aberta, 122,2 mg/L na via laparoscopia e 245,2 mg/L na via NOSE, com valores preditivos negativos variaram entre 81,8% e 100%. Conclusão: Nas 72 horas de pós-operatório a PCR é um bom preditor de complicações séticas nas três vias cirúrgicas em estudo. Perante uma boa evolução clínica, um valor de PCR inferior ao cut-off estabelecido para a via de abordagem tem um VPN elevado, permitindo uma alta hospitalar com um grau considerável de segurança.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3141
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de mestre em Medicina
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