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Título: Estudo da degradação eletroquímica da oxitetraciclina
Autor: Oliveira, Catarina Isabel Silva
Orientador: Lopes, Ana Maria Carreira
Pacheco, Maria José Alveolos
Palavras-chave: Degradação electroquímica - Oxitetraciclina
Fármacos - Contaminação ambiental
Data de Defesa: 2013
Resumo: A acumulação de poluentes orgânicos persistentes no meio aquático tem sido uma preocupação mundial emergente. Este tipo de poluentes inclui compostos como corantes, fármacos e aminas aromáticas, entre outros. Embora os métodos de tratamento de águas residuais economicamente mais vantajosos sejam, sem dúvida, os biológicos, o facto de muitos destes poluentes apresentarem resistência à degradação bioquímica leva à procura de técnicas alternativas. Neste contexto, os tratamentos eletroquímicos, em particular a oxidação anódica, podem ser uma alternativa bastante promissora para a eliminação de poluentes persistentes. O presente trabalho teve como principal objetivo o estudo da conversão e/ou mineralização de um fármaco da família das tetraciclinas, a oxitetraciclina, por oxidação anódica, utilizando como ânodo o elétrodo de BDD, tendo-se efetuado o estudo da influência da densidade de corrente aplicada. Os ensaios de degradação eletroquímica da oxitetraciclina foram realizados num sistema que opera em modo “batch” com agitação, numa célula eletroquímica que contém um elétrodo de BDD, como ânodo, e como cátodo uma placa de aço inoxidável, usando sulfato de sódio como eletrólito suporte. Nas amostras recolhidas ao longo dos ensaios foram efetuadas análises de Carência Química de Oxigénio (CQO), de Carbono Orgânico Total (COT), de espectrofotometria de absorção do Ultravioleta-Visível e de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC). Os resultados obtidos permitiram concluir que, nos ensaios de eletrodegradação da oxitetraciclina a remoção de COT aumenta com a intensidade de corrente, não se observando um comportamento tão linear para a CQO. Isto demonstra que o índice de mineralização da OTC varia com a intensidade de corrente. Este acontecimento pode ser devido à formação de metabolitos resistentes à degradação. Por análise de HPLC verifica-se que a taxa de remoção de oxitetraciclina é muito superior à observada para a remoção de CQO ou de COT. Isto permite deduzir que existe facilidade em destruir a estrutura da OTC por oxidação anódica com um elétrodo de BDD. No entanto, a posterior oxidação dos metabolitos é mais lenta, embora com um grau de mineralização elevado. Com o intuito de identificar metabolitos da degradação da OTC formados durante os ensaios de oxidação anódica, foram analisas amostras recolhidas ao longo do ensaio por HPLC, tendo-se verificada a existência de ácido oxâmico nos produtos de degradação. Para além do pico do ácido oxâmico, foram detetados novos picos que indicam a existência de outros metabolitos formados.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3246
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de Mestre em Biotecnologia
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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