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Título: Caracterização de fatores de risco para a doença cardiovascular, em pré-diabéticos e diabéticos, numa amostra populacional da Cova da Beira
Autor: Gaspar, Diana Inês Mota
Orientador: Reis, Flávio
Rocha-Pereira, Petronila
Palavras-chave: Doença cardiovascular - Factores de risco
Doença cardiovascular - Diabetes Mellitus tipo 2
Hipertensão arterial
Dislipidémia
Data de Defesa: 2013
Resumo: A Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica cujo ritmo acelerado de crescimento em todo o Mundo nas últimas décadas tem suscitado uma grande preocupação e atenção por parte das autoridades médico-científicas. Esta patologia é normalmente precedida por um estádio intermédio, que alguns designam de hiperglicémia intermédia, mas que é mais vulgarmente conhecido como pré-diabetes. Cerca de 2/3 destes doentes morrem devido a eventos cardiovasculares, pelo que nos últimos anos assistiu-se a um progresso na identificação dos fatores de risco para a doença cardiovascular (DCV), com a finalidade de melhor prevenir a doença ou pelo menos retardar a sua evolução e o aparecimento das suas graves complicações. Assim, torna-se extremamente importante melhorar o conhecimento epidemiológico sobre os fatores de risco para a doença cardiovascular, quer em doentes diabéticos, quer em indivíduos pré-diabéticos, cada vez também mais prevalentes em todo o Mundo. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar os fatores de risco para a doença cardiovascular em doentes pré-diabéticos e diabéticos, através de análises bioquímicas e de dados referentes ao estilo de vida, numa amostra populacional da Cova da Beira. Para tal, foi analisada uma amostra constituída por 251 indivíduos, com idades compreendidas entre os 35 e 75 anos, que se dirigiram voluntariamente ao Laboratório de Análises Clínicas da Covilhã, SA. Foram obtidos dados antropométricos (IMC, perímetro abdominal e pressão arterial) e recolhida a informação sobre hábitos de estilo de vida (prática de exercício físico, consumo de álcool e hábitos tabágicos) e determinados alguns marcadores bioquímicos incluindo os relacionados com o perfil glucídico, lipídico e função renal. Na população estudada (n=251) verificou-se que as mulheres apresentavam fatores de risco mais agravados relativamente aos homens. Relativamente aos níveis de glicemia, observou-se um predomínio claro dos diabéticos para apresentar os valores mais elevados, tendo as mulheres diabéticos contribuindo em muito para este facto. No que diz respeito ao IMC, verifica-se 39,6% da população diabética e 28.8% da pré-diabética era obesa, sendo a percentagem de indivíduos com perímetro abdominal elevado de 66,7% para os diabéticos e de 56,1% para os pré-diabéticos. Em relação à hipertensão arterial, 68,7% dos diabéticos e 66,7% dos pré-diabéticos eram hipertensos sistólicos, observando-se valores de PAS mais elevados na população diabética. Quanto aos valores do perfil lipídico, o grupo diabético apresentava os níveis mais reduzidos de HDL-c, tendo o grupo pré-diabético revelado os valores mais elevados de colesterol total, LDL-c e TGs. Relativamente aos hábitos comportamentais de estilo de vida, verificou-se que mais de 50% dos indivíduos, em todas as populações, praticavam exercício físico. Verificou-se ainda que mais de 85% dos indivíduos de cada grupo não apresentavam hábitos tabágicos. Em relação ao consumo de álcool, verificou-se que a população doente (pré-diabéticos e diabéticos) possuía as percentagens mais baixas de não consumo de álcool, 51,5% e 60,0%, respetivamente. Como conclusões, constatou-se a coexistência de vários fatores de risco para a DCV nestas duas populações de doentes, o que aumenta de forma significativa a possibilidade de desenvolvimento de complicações e ocorrência de eventos. Também deverá, salientar-se que a população não-diabética (controlo) apresenta já valores elevados de alguns daqueles fatores de risco e que, por isso, apresenta um risco cardiovascular elevado que deve merecer maior atenção e controlo. Os resultados deste estudo realçam a importância da necessidade e utilidade de um diagnóstico precoce dos fatores de risco para a DCV, assim como a recomendação de medidas mais eficientes o seu controlo, nomeadamente por alterações do estilo de vida e/ou medidas farmacológicas, tendo como objetivo controlar a evolução da doença e o aparecimento ou progressão das suas graves complicações, para assim conseguir um impacto significativo na morbilidade e mortalidade por causa cardiovascular.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3267
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de Mestre em Bioquímica
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