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Título: Será que a maquinaria de transdução olfativa está presente no intestino?
Autor: Gomes, Carla Filipa Costa
Orientador: Gonçalves, Isabel
Santos, Cecília
Palavras-chave: Transdução olfativa
Transdução olfativa - Instestino
Receptores olfactivos
AC3 (Adelinato Ciclase tipo 3)
Data de Defesa: 2013
Resumo: Os recetores olfativos (ORs) são proteínas transmembranares, associadas à proteína G e que funcionam, no epitélio olfativo, como quimiosensores para a deteção de odores. A capacidade do sistema olfativo para detetar um vasto universo de compostos químicos depende, em larga medida, do fato de existirem cerca de 1000 genes de ORs no genoma dos mamíferos. No epitélio olfativo, a informação sobre os odores, recebida por esta multiplicidade de ORs, é canalizada apenas por uma via de sinalização. Quando a molécula de odor se liga ao OR, este ativa um tipo específico de proteína G, a proteína G olfativa trimérica (Golf), a qual por sua vez ativa a isoforma olfativa da adenilato ciclase (AC3), resultando num aumento de Adenosina Monofosfato Cíclica (cAMP). Um dos alvos do cAMP é um canal catiónico que, quando aberto, permite um influxo de iões sódio (Na+) e iões cálcio (Ca2+) no cílio, resultando numa despolarização da célula. Tanto a AC3 como a Golf e o canal catiónico são constituintes obrigatórios da maquinaria olfativa. Já foram descritas algumas situações, em que os ORs têm funções quimiosensoriais, fora do epitélio olfativo nomeadamente no esperma, placenta e rim. Com este projeto, pretendeu-se saber se as vias de sinalização dos ORs são usadas pelas células intestinais de forma a responder a alterações no lúmen do trato gastrointestinal. O estudo da expressão a nível do mRNA, foi desenvolvido por RT-PCR e a análise da expressão das proteínas por Western Blotting e Imunohistoquímica. Os principais constituintes da via olfativa foram identificados no intestino: os ensaios de Western Blot e Imunohistoquímica mostraram a presença dos recetores olfativos (OR19, OR63, OR600, OR620/624 e OR1496), a adenilato ciclase tipo 3 (AC3) e a subunidade α da proteína G específica do olfato (Gαolf). Os estudos de RT-PCR, embora ainda em curso, mostraram a presença de mRNA de genes que codificam para recetores olfativos e para a Gαolf. Os resultados obtidos neste projeto experimental sugerem que a cascata de sinalização da transdução olfativa pode estar ativa no intestino, uma vez que as várias proteínas que a constituem se encontram expressas neste tecido. Esta via pode regular a motilidade do intestino e funcionar como um detetor de moléculas químicas solúveis que se encontrem no lúmen intestinal, induzindo respostas celulares de acordo com as necessidades fisiológicas.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3268
Designação: Dissertação apresentada à Universidade da Beira Interior para a obtenção do grau de Mestre em Bioquímica
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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