Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/3292
Título: O erro como recurso inventivo no exercício do desenho de estudo
Autor: Neto, Sandra Morgado
Orientador: Fernandes, Miguel João Mendes do Amaral Santiago
Palavras-chave: Imagem - Aspectos teóricos
Desenho - Aspectos teóricos
Erro (desenho) - Aspectos teóricos
Representação gráfica - Investigação
Expressão gráfica - Investigação
Data de Defesa: Dez-2013
Resumo: A presente Dissertação assenta no flanco da reflexão teórica sobre a imagem, o pensamento e o desenho que 'usam' o erro como recurso inventivo. Pretende-se expor algumas considerações sobre as forças visórias que comportam as dimensões sensível, concetual e corpórea da imagem, sem as quais a análise e a práxis do desenho não progride. Sintetiza-se, por isso, a ideia de que a imagem avançou na contemporaneidade para terrenos do foro mais 'fantasmático', tratando da problemática dos níveis do visível e da representação, sendo feita a tentativa de compreensão dos fenómenos em que a visualidade se transforma em (in)visibilidade. Para o efeito, é abordada a necessidade de conjugação dos níveis mental e material da imagem e, sobretudo, do espaço de interação destes que abriga a 'obscuridade' e oferece, em grande medida, o acesso ao repertório do 'desconcerto criativo’. Nesta linha, percorre-se o calibre da imagem que precede o movimento da mão intrinsecamente ligado ao erro, privilegiando novos modos que, mais do que 'certos' ou 'errados', motorizam positivamente os processos da invenção. Pretende-se dilatar a ideia de que o erro se compreende como recurso inventivo que implica cancelar a via do comum, no corolário das organizações formais e figurais primárias que podem primar as contingências, mas veiculam o final concreto, ao situar a representação e a expressão do pensamento no espaço e no tempo de atuação do olho que pode ver para fora, para dentro e ‘além’. Formula-se o ensaio da existência de uma 'terceira visão' a que a mão (gesto) recorre para, enfim, desenhar o novo. Nesse desenho livre onde a imagem singra, acoplada ou não, ao raciocínio, localizamos um fator ‘impostor’ não só do que se vê, sabe ou conhece, mas de uma ‘caixa negra’ de ‘absurdos’ que ‘tentam inovar’ e romper com a verdade. Assim, desinibe-se uma aceção ao desenho como pretensão titubeante além das suas adequações visória e material, e ao erro como escopo (in)evidente para chegar a esse terreno caro que é pertença do invisível e do indizível, porém, notável indutor do agenciamento do invento que lá, no habitat das ‘coisas erradas’, espera para ser decretado (visualizado). Só integrando o erro nos processos e nas lógicas, se permite analisar as maneiras como os conteúdos e matrizes do desenho de estudo reagem a ele, e se atualizam as condutas perante a necessidade da criação. Mas, porque 'dominar' uma anatomia específica do erro pressupõe controlar quer o seu desenho (ou essa possibilidade), quer os respetivos modos de ordenação e de encadeamento das camadas do pensamento com a materialidade física, houve que ponderar a inventividade ‘representável’ em dois campos de análise complementares. Importou fazer notar as classes impressivas do desenho, a fim de avaliar a respetiva legitimidade no âmbito da sua consagração, a par do desenho que efetivamente se desenha (expressivo). Trata-se de constatar o indeferimento do desenho também no seu próprio campo de ação, ou como traço (gestualidade) no plano de uma conduta em negativo. Enquanto objeto, realidade ou testemunho, verificou-se que o desenho pressupõe sempre uma escolha; uma escolha que só acontece no âmbito do leque dos atos ‘errados’; numa representação que se funda e fixa ordenadamente no ato simbólico e, eventualmente, se prolonga na metade luminosa que é a interpretação do outro. Conclusivamente atinge-se que, além de objeto, o desenho adota o caráter do sujeito como desenho que vem das virtualidades (ou do real imaterial) que estão próximas da expressão, junto do próprio ato manual, mas que não o empregam ou tocam no gráfico porque a escolha é (convenientemente) adiada, negada ou ‘distraída’ pelo erro, tratando-se de uma independência da atenção que se desloca para as periferias da consciência e se transfere, pelo movimento eterno, para o território entre a invisibilidade e a visibilidade.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3292
Designação: Doutoramento em Arquitectura
Aparece nas colecções:FE - DECA | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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