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Título: Controlo da activação microglial pelos astrócitos mesencefálicos : quais os mediadores solúveis envolvidos?
Autor: Branco, Diana Patrícia da Cunha
Orientador: Fonseca, Carla Sofia Pais
Baltazar, Graça Maria Fernandes
Palavras-chave: Doença de Parkinson
Neuroinflamação - Doenças neurodegenerativas
Microglia
Artrócitos
Data de Defesa: 2009
Resumo: A doença de Parkinson é caracterizada pela perda selectiva de neurónios dopaminérgicos na substantia nigra pars compacta. A origem desta doença não é completamente compreendida e têm sido propostas diversas hipóteses em relação à perda dos neurónios dopaminérgicos. Entre elas, a neuroinflamação é cada vez mais reconhecida como o factor principal na patogénese da doença de Parkinson, e inúmeras evidências sugerem que as células microgliais são a fonte predominante de inflamação contribuindo para a neurodegeneração dopaminérgica. Os astrócitos desempenham funções vitais na manutenção da função normal do cérebro e diversos estudos sugerem que estes podem actuar como reguladores fisiológicos prevenindo as respostas microgliais inflamatórias excessivas. No entanto, pouco se sabe como os astrócitos modulam a activação microglial. Devido à relevância das interacções astrócitosmicroglia na regulação da inflamação cerebral, é importante identificar os mediadores envolvidos neste processo, os quais podem actuar como agentes anti-inflamatórios naturais no cérebro. No presente trabalho, o nosso objectivo foi o estudo dos efeitos de mediadores solúveis libertados pelos astrócitos na activação microglial induzida pelo agente inflamatório Zymosan A, assim como a identificação da natureza desses mediadores. Para a determinação do efeito destas moléculas na actividade microglial, as culturas de microglia do mesencéfalo ventral foram previamente expostas, a meio condicionado pelos astrócitos (ou meio de cultura – controlo), e tratadas com diferentes concentrações de Zymosan A (0.5 e 5 μg/mL). Ambas as concentrações, na ausência de condicionamento pelos astrócitos, aumentaram a actividade fagocítica microglial, com um maior efeito para a concentração mais alta de Zymosan A. A pré-incubação com o meio condicionado pelos astrócitos foi capaz de prevenir o aumento da actividade fagocítica induzida pelo Zymosan A, em ambas as concentrações utilizadas, mantendo o número de células fagocíticas em níveis de controlo. Para avaliar a natureza dos mediadores solúveis libertados pelos astrócitos que previnem a activação microglial induzida pelo Zymosan A, foram preparadas fracções de diferentes pesos moleculares (<3 kDa, <10 kDa, <30 kDa e < 50 kDa) do meio condicionado e o seu efeito na actividade microglial induzida por diferentes concentrações de Zymosan A foi testada. Os mediadores solúveis derivados dos astrócitos com pesos moleculares <3 kDa foram capazes de prevenir completamente a activação microglial induzida por 0.5 μg/mL de Zymosan A. No entanto, os mediadores solúveis libertados pelos astrócitos com pesos moleculares superiores a 10 kDa, especialmente com pesos moleculares entre 10 e 30 kDa, parecem ter um papel mais relevante na prevenção da activação microglial induzida pela concentração mais alta de Zymosan A (5 μg/mL). O factor neurotrófico derivado de uma linha de células da glia e a proteína metalotioneína I/II, moléculas expressas pelos astrócitos, parecem ter um papel importante na comunicação astrócitosmicroglia, estando envolvidos na prevenção pelos astrócitos, da activação microglial induzida por 5 e 0.5 μg/mL de Zymosan A, respectivamente. Estes resultados poderão, no futuro, contribuir para a identificação de possíveis moléculas solúveis derivadas dos astrócitos que possam mediar as interacções astrócitos-microglia e modular as respostas inflamatórias microgliais.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3890
Designação: Mestrado em Bioquímica
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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