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Título: Efeito neuroprotector de diferentes tipos de pré-condicionamento e insultos isquémicos
Autor: Esteves , Blandina Isabel Oliveira
Orientador: Cascalheira, José Francisco da Silva
Palavras-chave: Isquémia cerebral
Pré-condicionamento isquémico (IPC)
Neuroprotecção
Adenosina - Sistema nervoso
Receptores de adenosina tipo A1
Data de Defesa: 2011
Resumo: O cérebro requer um fornecimento contínuo de oxigénio e glucose para manter a sua fun-ção. A actividade neuronal depende principalmente da disponibilidade de oxigénio, pelo que, re-quer o contínuo aprovisionamento de oxigénio e glucose. Dados experimentais e clínicos sugerem que a privação de oxigénio e/ou glucose (POG) altera a produção de energia no cérebro e gera radicais livres, que podem conduzir a morte neuronal. O acidente vascular cerebral (AVC) isqué-mico agudo é uma das principais causas de mortalidade e aproximadamente 80% dos AVC são causados por AVC isquémico. O cérebro é particularmente vulnerável à isquémia (POG), particu-larmente, o cérebro adulto. A lesão celular isquémica tem sido implicada na morte celular após vários tipos de cirurgia. Os procedimentos cirúrgicos, muitas vezes, envolvem a interrupção tempo-rária ou permanente do fornecimento de sangue às células ou tecidos e, assim, induzem dano celular isquémico. O fenómeno de pré-condicionamento a insultos neurotóxicos consiste no facto de a aplicação prévia de um insulto ligeiro, não neurotóxico, prevenir o dano causado por um insulto maior aplicado posteriormente. Estudos anteriores demonstraram que insultos subletais isquémicos podem pré-condicionar e, assim, proteger os tecidos, como coração e cérebro de insul-tos subsequentes (de maior intensidade). Estudos anteriores indicam que em culturas de fatias de cérebro, obtidas a partir de ratos recém nascidos, o efeito protector obtido por pré-condicionamento com um insulto isquémico ligei-ro (pré-condicionamento isquémico - IPC), é dependente da activação dos receptores A1 da adeno-sina (A1Rs). Por outro lado, agonistas dos A1R aplicados antes do insulto neurotóxico (pré-condicionamento químico - CPC), diminuem o dano celular causado por este em alguns modelos experimentais. No entanto, o efeito quer do pré-condicionamento isquémico quer do pré-condicionamento químico, com agonistas do A1R, em animais adultos não está esclarecido, apesar da resistência à isquémia ser menor em animais adultos. No presente trabalho, o efeito do pré-condicionamento a insultos isquémicos neurotóxicos, por aplicação de insultos isquémicos ligeiros foi comparado com o efeito do pré-condicionamento por aplicação de agonistas do A1Rs, em fatias recém preparadas de hipocampo de ratos adultos. O efeito neuroprotector do pré-condicionamento foi avaliado por quantificação da sobrevivência celular e da morte celular (apoptose/necrose). A quantificação da tolerância isquémica induzida foi investigada através de diferentes métodos, tais como: método do cloreto de 2,3,5- Trifenilte-trazólio (TTC) e avaliação da actividade da caspase-3. Com base na avaliação, por quantificação da sobrevivência celular (TTC), do efeito do pré-condicionamento a insultos isquémicos, por aplicação de insultos isquémicos ligeiros não neu-rotóxicos, observou-se que o pré-condicionamento com dois insultos isquémicos ligeiros (3 minutos de POG) face à aplicação de um insulto isquémico neurotóxico (20 minutos de POG) 3 horas depois, apresentava efeito neuroprotector (22,8% de aumento da sobrevivência neuronal). Em relação à avaliação, por quantificação da viabilidade celular (TTC), do efeito do pré-condicionamento químico a insultos isquémicos, por aplicação de agonistas do receptor A1 da ade-nosina, os resultados sugerem que o pré-condicionamento com CPA (10 M durante 20 minutos) poderá ter um efeito neuroprotector (7% de aumento de viabilidade celular) face à aplicação de um insulto isquémico severo (20 minutos de POG). Contudo, a neuroprotecção conferida pelos agonistas dos A1R é apreciavelmente inferior à conferida pelo pré-condicionamento isquémico (7% versus 22,8%). Desta forma, depreende-se que a tolerância isquémica induzida pelo IPC, embora possa ser dependente da activação dos A1Rs, no entanto, eles por si só, não são suficientes para reproduzir o efeito do IPC. Ou seja, a neuroprotecção conferida depende da activação de A1R como sendo parte integrante de um conjunto de vias necessárias para a constituição do processo de neuroprotecção, conferindo tolerância isquémica transitória ou prolongada. Relativamente à duração do efeito promovido pelo pré-condicionamento, não sabemos se se trata de um efeito momentâneo de curta duração (transitório) ou tardio (prolongado).
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/3902
Designação: Mestrado em Bioquímica
Aparece nas colecções:FC - DQ | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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