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Título: Da Fealdade e da Beleza no/do Mundo. Gnose, Antignose e Monstros em Santo Agostinho
Autor: Rosa, José Maria Silva
Palavras-chave: Gnose
Filosofia Medieval
Monstros
Agostinho
Natureza
Data: 15-Dez-2015
Editora: Húmus Editora
Citação: «Da fealdade e da beleza do/no mundo. Gnose, antignose e monstros em Santo Agostinho», In: FUERTES HERREROS José Luis y PONCELA GONZÁLEZ Ángel (Eds.), De Natura. La naturaleza en la Edad Media, Volumen I, Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, Edições Húmus, Lda., V.N. Famalicão, 2015, pp. 183-209
Resumo: É bem conhecido o arreigado esquema gnóstico-maniqueu que, para valorizar a salvação da alma, tem de demonizar e tornar má a criação do mundo. O jovem Agostinho, em Cartago, ávido ouvinte dos “mistérios do acerca do princípio, do meio e do fim”, conheceu bem o mito maniqueu e as consequências que este tinha no que respeita ao estatuto ontológico do mundo (globus horribilis), fabricado pela astúcia de um “Pai das Luzes” apanhado de surpresa e incapaz de derrotar as Trevas num combate singular. Produzido assim a partir de uma mistura espúria (Contra Fort., 1: de cuius commixtione cum malo et tenebrarum gente mundus sit fabricatus), a natureza material está aí como prisão da alma, véu denso que a impede de reconhecer a sua origem luminosa e celeste, e de regressar à sua pátria. Em vez de espelho cristalino e trampolim, a natureza é opacidade e armadilha. É igualmente bem conhecido o esforço ingente do Agostinho convertido para, contra manicheos, recuperar a bondade ontológica de toda a criação (v.g., De ordine, De Natura Boni, De Genesi ad litteram, Contra Epistulam quam vocant “Fundamenti”, etc.). Mas nem por isso deixam alguns de observar que Agostinho, por supostamente “nunca ter lavado as mãos dos mistérios de Manés”, ficou de tal modo abismado na soteriologia da alma, que se desinteressou pelo mundo (Sol., I,2,7: Deum animam scire cupio. - Nihilne plus? - Nihil omnino). Ora, importa reavaliar a justeza deste remoque à luz não só daqueles textos de Agostinho, mas inclusive dos que mais colocam o drama da alma no centro, como é o caso de Confessiones. Não é aqui precisamente (X, 66, 9) que Agostinho coloca a beleza do mundo como correlato primeiro da ‘intencionalidade’ da alma? «Interrogatio mea, intentio mea, responsio eorum, species eorum.»
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/4152
ISSN: 978-989-755-160-4
Versão do Editor: humus@humus.com.pt
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