Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/4462
Título: Conflitualidade e violência na escola: um diagnóstico concelhio e a avaliação do impacto de uma proposta de intervenção
Autor: Soares, Mónica Cristina Nogueira
Orientador: Loureiro, Manuel Joaquim da Silva
Oliveira, Ema Patrícia de Lima.
Palavras-chave: Violência na escola - Práticas agressivas
Violência na escola - Bullying
Violência na escola - Representações sociais
Violência na escola - Prevenção
Data de Defesa: Mai-2017
Resumo: A disrupção e a violência em contexto escolar não são fenómenos recentes, mas mantém-se a preocupação de perceber estas realidades. Com o objetivo de compreender melhor estes fenómenos e criar uma proposta eficaz de intervenção nestes contextos surge esta investigação, a qual integra a realização de dois estudos. O primeiro estudo teve como principais objetivos: i) perceber que tipo de conflitos acontecem na escola e como é que estes conflitos afetam pessoalmente os alunos; ii) conhecer a perceção de apoio que os alunos têm em relação aos professores, aos pares e aos seus pais; iii) identificar quais os comportamentos que os alunos percecionam em si e que vão contra as regras escolares (os quais podem assumir a forma de transgressão das normas, de violência entre pares e de desafio à autoridade), prejudicando as condições de aprendizagem, o ambiente de ensino ou o relacionamento das pessoas na escola; iv) verificar quais os comportamentos autopercecionados de vitimização e de agressividade entre pares no que diz respeito à violência física, social, verbal e de ataque à propriedade; v) identificar que tipo de crenças sobre a violência predominam nos alunos e quais as suas determinantes (socioculturais, individuais, educativas e etiológicas). No estudo participaram 1106 alunos do 2º e 3º ciclo do ensino básico de escolas do concelho de Matosinhos, distribuídos de modo equitativo em termos de ano de escolaridade e sexo. Como instrumentos de recolha de dados usou-se a adaptação portuguesa (Veiga, 2007) da “Multidimensional Peer Victimization Scale”, de Mynard e Joseph (2000), o “Cuestionario de Convivencia” (Cangas et al., adaptado por Ildefonso e Veiga, 2011), a “Escala de Disrupção Escolar Professada pelos Alunos” (Veiga, 1990) e a “Escala de Crenças da Criança sobre a Violência” (Sani, 2003). Os resultados sugerem que os alunos percecionam a sua relação com os pais, com os professores e com os pares como positiva. A maioria dos alunos não perceciona muitos conflitos na escola e não se sente pessoalmente afetada por eles. Os resultados também indicam que a maioria dos alunos não considera adotar comportamentos disruptivos, contudo há comportamentos que são percecionados como sendo mais comuns, nomeadamente, a transgressão de normas, a violência entre pares e o desafio à autoridade. Quanto às crenças sobre a violência, os resultados sugerem que a maioria dos alunos possui crenças disfuncionais sobre a violência e os seus determinantes. Assim, os resultados vêm alertar para a vulnerabilidade dos alunos de 2º ciclo face ao fenómeno da violência, para a importância de direcionar a intervenção nestas problemáticas para públicos específicos, em detrimento das abordagens universais, para a pertinência de intervir ao nível da desconstrução e reconstrução de crenças no que diz respeito aos fenómenos de violência e a sua contextualização. O segundo estudo teve como objetivo principal avaliar o programa psicoeducativo “Aula de Convivência” (Consejería de Educación, Junta de Andalucía, 2007) como estratégia de intervenção, comparando as competências não cognitivas (antes e depois) nos alunos intervencionados com este programa. Neste estudo participaram 9 alunos entre os 12 e os 15 anos de idade, tendo sido aplicado o questionário “Scorecard Competências Não Cognitivas” (EPIS, 2013) junto dos pais/cuidadores, professores e do responsável pelo programa. Os resultados deste estudo permitem aferir a Aula de Convivência como um programa de intervenção a considerar para o desenvolvimento das competências não cognitivas, tendo-se verificado uma melhoria nos alunos intervencionados, tanto pela perspetiva do encarregado de educação, do diretor de turma, como pelo responsável pela implementação do programa.
Disruption and violence in schools are not a new phenomena, but the need for a better understanding of this problem remains in today’s society. This thesis was developed in order to better understand these phenomena and to create an effective proposal of intervention in those contexts. The research was conducted through two studies. The first study was designed primarily to: i) understand what kind of conflicts happen at school and how these conflicts personally affect students; ii) know the perception of support that students have in relation to teachers, peer group and their parents iii) identify which attitudes students realize in themselves that go against the school rules (classified as transgression of rules, peer’s violence and authority defiance) and damage learning conditions, learning environment and people’s relationships in school,; iv) identify self-perceived behaviors of victimization and aggression among peer group, with regard to physical, social, and verbal attack on property; v) identify what kind of beliefs about violence predominate among students and what are their sociocultural, educational and individual determinants. The first study comprised 1106 students of Elementary School, between 10 and 15 years old, from Matosinhos county schools, equitably distributed in terms of grade and gender. As data collection instruments, it was used the Portuguese adaptation (Veiga, 2007) of "Multidimensional Peer Victimization Scale" of Mynard and Joseph (2000), "Cuestionario of Convivencia" (Cangas et al., adapted by Ildefonso & Veiga, 2011), the "Disruption Scale School Professed by Students" (Veiga, 1990) and "Child Beliefs Scale on Violence" (Sani, 2003). The results suggest that students perceive the relationship with their parents, teachers and peer group as positive. Most students do not identify many conflicts in school, don’t feel personally affected by them, as well as they do not report disruptive behavior in themselves. However, the following behaviors, in descending order, were pointed out as more common: transgression of rules, peer violence and authority defiance. Verbal violence is the kind of violence more frequent when students recognize themselves as victims or as aggressors. With regard to beliefs on violence, the results suggest that most students have dysfunctional beliefs, both on violence and on its determinants. Thus, the first results alert us to the vulnerability of elementary school students to the phenomenon of violence; to the importance of directing the intervention in this area for specific audiences, in prejudice of universal approaches; to the emphasis on beliefs deconstruction and reconstruction in training programs as a potential for getting better interventions. The second study aimed to evaluate the psychoeducational program "Living class" (Consejería de Educación, Junta de Andalucía, 2007) as an intervention strategy, comparing (before and after) the non-cognitive skills of participants in this program. The participants were 9 students between 12 and 15 years old. It was used the questionnaire "Scorecard – Competências Não Cognitivas (EPIS, 2013) with students, parents/caretakers, teachers and the professional responsible for the program implementation. The results of this study shows that the “Living class” can be seen as an effective intervention for developing non-cognitive skills, as it was reported an improvement in students’ skills, both by parents or caretakers, the class director and the person responsible for the implementation of the project.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/4462
Designação: Doutoramento em Psicologia
Aparece nas colecções:FCSH - DPE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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