Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/726
Título: Será que o plexo coróide pode cheirar?
Autor: Tavares, Gabriela Pires
Palavras-chave: Plexo coróide
Líquido cefalorraquidiano
Transdução olfactiva
Receptores olfactivos
Sistema olfactivo
Data de Defesa: Jun-2012
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: O plexo coróide (CP) é uma estrutura ramificada e altamente vascularizada que se encontra alojada nos ventrículos cerebrais, formando uma interface única entre o sangue e o líquido cefalorraquidiano, CSF. A principal função deste tecido é a formação do CSF, através do qual, o CP fornece nutrientes e um conjunto vasto de neuropéptidos que nutrem e protegem todo o sistema nervoso central (SNC). O CP é por isso um tecido importantíssimo para manter o equilíbrio de todo o SNC, pela monitorização e manutenção do ambiente bioquímico extracelular cerebral. Um estudo de “microarrays” de cDNA, realizado previamente no laboratório do CICS, em CPs de ratos Wistard Han, machos e fêmeas, permitiu constatar que existem uma série de vias de sinalização reguladas pelas hormonas sexuais, entre as quais, a via de transdução olfactiva. Neste contexto e uma vez que as proteínas que constituem a via de transdução olfactiva foram já identificadas noutros tecidos, mostrando-se esta, activa e funcional, realizou-se este estudo com o objectivo de comprovar a expressão das mesmas proteínas no CP de rato e prever a funcionalidade da transdução olfactiva neste tecido. A análise da transcrição do RNAm foi desenvolvida por RT-PCR e PCR em tempo real e a expressão das proteínas foi comprovado por Western blot, imunohistoquimica e imunofluorescência. Todos os principais constituintes da via olfactiva foram identificados no CP: os receptores olfactivos (OR 63, OR 19, OR 600, OR 620/624 e OR 1496), a adenil ciclase tipo III (ACIII) e a subunidade α da proteína G específica do olfacto (Gαolf). Os resultados obtidos neste trabalho experimental sugerem que a cascata de sinalização da transdução olfactiva pode estar activa no CP, uma vez que as várias proteínas que a constituem se encontram expressas neste tecido. Esta via pode regular a monitorização do CSF, através de moléculas químicas solúveis neste fluido, induzindo respostas celulares de acordo com as necessidades fisiológicas do SNC.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/726
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