Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/749
Título: Paralisia facial periférica :
Outros títulos: impacto na qualidade de vida
Autor: Barreira, João Albuquerque Coelho Seabra
Palavras-chave: Paralisia facial
Paralisia facial periférica
Paralisia facial periférica - Diagnóstico
Paralisia facial periférica - Tratamento
Paralisia facial periférica - Qualidade de vida
Data de Defesa: Jun-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: INTRODUÇÃO: A paralisia facial periférica geralmente apresenta um prognóstico benigno, mas não deve ser subvalorizada, pois pode provocar sequelas graves de ordem psicológica e social. As escalas de classificação da disfunção do nervo facial avaliam apenas as manifestações físicas da PFP. Contudo, o mesmo grau de paralisia pode ter impactos diferentes na qualidade de vida de cada doente, uma vez que esta engloba uma valorização pessoal. A nível mundial, praticamente não se conhecem estudos sobre o impacto da PFP na qualidade de vida, para além dalguns estudos pós-cirúrgicos. OBJECTIVO: Avaliar, na altura da realização do estudo, a função facial dos doentes atendidos no Hospital Sousa Martins no período de 2006 a 2008 assim como o impacto das sequelas na sua qualidade de vida. Procurar factores preditivos da função social. MÉTODOS: Realizou-se um estudo retrospectivo e prospectivo. O questionário Facial Clinimetric Evaluation (FaCE) foi aplicado por entrevista telefónica a todos os participantes no estudo. Elegemos o score da função social (SFS) como o mais relevante para o trabalho. Os pacientes foram categorizados em recuperados (R) e não recuperados (NR) e os dois grupos foram comparados. Dentro dos NR foi realizada análise comparativa de subgrupos, quanto à idade, sexo e tempo de recuperação. O SFS foi relacionado com a idade e com os outros scores avaliados pelo questionário FaCE.RESULTADOS/DISCUSSÃO: Um total de 70 questionários foram respondidos (taxa de resposta de 77,8%). Trinta e oito participantes (54%) consideravam-se completamente recuperados (R) e 32 (46%) consideravam que não (NR). O grupo NR tinha uma função social significativamente inferior ao grupo R (p<0,05). Dentro dos subgrupos dos NR, não houve diferenças estatisticamente significativas quanto à idade, sexo e tempo de recuperação (p<0,05). A idade não estava relacionada significativamente com o SFS (p<0,05). Exceptuando o score de controlo lacrimal, todos os scores estavam relacionados significativamente com o SFS (p<0,05) contudo nenhum apresentou uma forte correlação. CONCLUSÃO: É importante que os aspectos que dizem respeito à qualidade de vida sejam abordados na consulta médica para assim proporcionar uma melhoria do bem-estar do doente e consequentemente a hipótese de recuperação. Cada vez mais estudos apontam para o facto do impacto na qualidade de vida dos doentes não ser proporcional à severidade da PF e não poder ser previsível pelo sexo, idade e tempo de recuperação dos participantes. Todos os doentes com PFP estão em risco psico-social e portanto este deve ser sempre avaliado, para que possam ser tomadas medidas para minimizar as suas consequências e com isso maximizar a recuperação clínica e funcional.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/749
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