Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/755
Título: Valor do estudo das linfocitoses por citometria de fluxo
Autor: Brito, Diana Virgínia Souto
Palavras-chave: Linfocitose
Linfocitose - Citometria de fluxo
Leucemia linfática crónica
Linfomas não-Hodgkin
Síndrome linfoproliferativo
Data de Defesa: Jun-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A linfocitose pode ocorrer no contexto de doença linfoproliferativa crónica. Neoplasias linfóides de células maduras como a leucemia linfática crónica (LLC), a tricoleucemia, o linfoma de células do manto, linfomas de zona marginal incluindo o linfoma esplénico de zona marginal, o linfoma folicular, a leucemia prolinfocítica e outras doenças de células T e NK podem apresentar-se inicialmente com linfocitose. A citometria de fluxo (CMF) é uma técnica utilizada rotineiramente em meio laboratorial na imunofenotipagem linfocitária. Se aplicada em amostras de sangue periférico para estudo de linfocitose pode diagnosticar patologia linfoproliferativa sem outra expressão clínica. Este trabalho pretende precisamente demonstrar a utilidade da CMF no estudo de linfocitoses em hemogramas de rotina para a detecção de síndromes linfoproliferativos sem outra expressão clínica e o valor da implementação deste estudo. Métodos: Realizou-se um estudo de tipo retrospectivo documental, no qual foram incluídos todos os doentes com linfocitose em amostras de sangue periférico, entre 2007 e 2009, que foram estudados por CMF no laboratório de Patologia Clínica do CHCB. Reuniram-se os vários parâmetros recolhidos numa base de dados utilizando o software Microsoft Office Excel 2007, através do qual se efectuou também o tratamento estatístico com vista a uma análise descritiva. Resultado/Discussão: Os resultados deste estudo demonstram que, no total da amostra de 54 estudos de linfocitose de novo, foi detectada patologia linfoproliferativa em 44, perfazendo 82%. Destes, 76% correspondiam a casos em que se detectou monoclonalidade de células B, 6% a linfocitoses T e NK e apenas 18% dos casos foram normais. Dentro dos casos com monoclonalidade B o fenótipo mais frequente foi de LLC, com 66% dos casos. Conclusões: Foi demonstrado que o estudo de linfocitoses através da CMF é importante no diagnóstico precoce de patologia linfoproliferativa crónica sem outra evidência clínica, com elevada detecção de monoclonalidade. A CMF é também uma ferramenta importante na caracterização imunofenotípica dos tumores linfóides. A implementação do estudo de rotina das linfocitoses por CMF é recomendável, uma vez que existe associação entre estas e SLPC.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/755
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
tese final PDF.pdf1,5 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.